TDAH pode garantir acesso ao BPC: benefício paga um salário mínimo por mês e não exige contribuição ao INSS
Em meio ao aumento de diagnósticos de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças, adolescentes e adultos, cresce também a busca por direitos sociais que possam garantir proteção financeira às famílias em situação de vulnerabilidade. Uma das principais alternativas é o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), pago pelo INSS, que assegura um salário mínimo mensal a pessoas com deficiência que comprovem limitações de longo prazo — incluindo casos de TDAH.
Embora ainda pouco divulgado, o TDAH pode ser reconhecido como deficiência para fins de concessão do benefício, desde que o quadro gere restrições significativas na vida escolar, social ou laboral.
Quem tem TDAH pode receber o BPC?
Sim. A concessão é possível quando laudos e avaliações apontam que o TDAH provoca impedimentos duradouros, limitando autonomia e participação social. Especialistas destacam que o benefício é especialmente importante para famílias de baixa renda que enfrentam gastos com tratamentos, terapias e medicamentos de uso contínuo.
Para solicitar, é necessário apresentar:
- Laudo médico emitido por psiquiatra ou neuropediatra, com CID F90.x e descrição das limitações funcionais;
- Relatórios de escola, psicologia, CAPS ou terapias, que comprovem dificuldades persistentes;
- Receitas de medicamentos utilizados de forma contínua.
Regra de renda é flexível na Justiça
Por lei, o BPC é destinado a pessoas com deficiência e idosos a partir de 65 anos que comprovem baixa renda familiar. Entretanto, decisões judiciais têm ampliado o acesso ao considerar situações reais de vulnerabilidade. Mesmo quando a renda familiar por pessoa ultrapassa ligeiramente o limite legal, o benefício pode ser concedido, desde que comprovados gastos relevantes com saúde, moradia e alimentação.
O BPC também pode ser aprovado em lares onde:
- O companheiro recebe aposentadoria de até um salário mínimo;
- Alguém tenha emprego formal recebendo até um salário mínimo;
- A família receba Bolsa Família.
Além disso, mais de uma pessoa na mesma casa pode obter o benefício, caso atendam individualmente aos requisitos.
Deficiências mais comuns que garantem direito ao BPC
Além do TDAH, outras condições frequentemente reconhecidas como deficiência para fins de BPC incluem:
Autismo, deficiência auditiva, síndrome de Down, visão monocular, hidrocefalia, TGD, paralisia cerebral, câncer, transtornos neurológicos, depressão, ansiedade, epilepsia, doenças da coluna, cardiopatias, Mal de Parkinson, Alzheimer, HIV/Aids, transtorno bipolar, esquizofrenia, burnout, fibromialgia, lúpus, entre outras.
Por que o tema importa?
Especialistas afirmam que a desinformação ainda impede milhares de famílias de acessarem um direito previsto em lei. Para muitos, o BPC representa a única fonte de renda estável. A orientação técnica adequada — incluindo laudos completos e documentação social — pode transformar a realidade econômica de pessoas com deficiência em todo o país.







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