Mães atípicas comemoram vitória na Câmara Municipal: veto é derrubado e esperança se renova
Uma vitória carregada de emoção e alívio tomou conta da Câmara Municipal de Campo Grande nesta terça-feira (1). Por unanimidade, os vereadores derrubaram o veto do Executivo ao Projeto de Lei 11.796/25, mantendo viva a proposta que garante o depósito de recursos judiciais para a compra de itens essenciais à saúde de pessoas com deficiência.
O projeto, de autoria da vereadora Luiza Ribeiro e dos vereadores Marquinhos Trad, Ronilço Guerreiro e Jean Ferreira, é fruto da luta constante das chamadas mães atípicas, que há mais de dois anos enfrentam obstáculos para conseguir medicamentos, fraldas descartáveis, dietas e outros insumos para seus filhos, mesmo com decisões judiciais favoráveis.
Durante a sessão, essas mães estiveram presentes, ocupando as galerias da Casa de Leis. A derrubada do veto foi recebida com lágrimas, abraços e a sensação de que, finalmente, suas vozes foram ouvidas.
“Hoje conseguimos escrever uma página linda dessa história. Abrimos uma porta”, declarou emocionada a vereadora Luiza Ribeiro. “Chegar a fralda na hora certa, a dieta no dia certo, muda a vida dessas famílias.”
Pela proposta, a prefeitura poderá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, cumprir ordens judiciais via depósito judicial de até R$ 12,5 mil por paciente, permitindo que a própria família adquira os insumos por até 180 dias.
O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto (Papy), destacou a importância da aprovação unânime. “Esse projeto dá fôlego. É um passo concreto em direção à solução de um problema antigo que atinge diretamente o dia a dia dessas mães guerreiras.”
Uma reunião entre o Executivo e as mães deve ser agendada em breve para discutir a implementação prática da medida. Para Lilidaiane Ricalde, uma das mães presentes, o momento representa mais que um avanço legal – é um acalento à alma:
“A gente bate em tantas portas e sente que ninguém escuta. Mas hoje, a Câmara nos ouviu. Isso nos faz acreditar novamente na política.”
A decisão reacende a esperança de milhares de famílias campo-grandenses que, entre lutas diárias e amor incondicional, seguem acreditando em um futuro mais digno para seus filhos.







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