Agetran Realiza Inspeção e Constata Multas Milionárias contra o Consórcio Guaicurus; Denúncias de Ônibus Fantasmas Também São Apontadas
Durante uma visita realizada pelo vereador Maicon Nogueira, membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), à Agência Municipal de Trânsito (Agetran), foi revelado que mais de 17 mil multas foram aplicadas contra o Consórcio Guaicurus nos últimos anos. A inspeção, ocorrida no último dia 30, trouxe à tona preocupações relacionadas ao cumprimento das normas e à prestação dos serviços de transporte público.
O parlamentar revelou que a dívida do Consórcio Guaicurus com o Município pode ultrapassar a casa dos milhões devido a essas infrações. De acordo com servidores da Agetran, todas as multas passam pelo setor de fiscalização, onde são avaliadas e aguardam o processo de recurso. Após a empresa apresentar sua defesa, o despacho é emitido.
Além das multas, Maicon Nogueira também relatou casos de denúncias graves feitas por cidadãos. Durante a visita, foi informado sobre um vídeo que mostrava um elevador de ônibus deixando um cadeirante para trás em um terminal de transbordo. O vereador questionou os técnicos sobre o caminho que a população deveria seguir para registrar esse tipo de incidente, sendo informado de que é possível fazer a reclamação tanto no terminal quanto pelo canal 156.
Outro ponto destacado foi a denúncia de “ônibus fantasmas”, uma prática onde o aplicativo de transporte exibe a circulação de mais veículos do que, de fato, há em operação, especialmente nos finais de semana e feriados. “Muitas denúncias apontam para a ausência de ônibus nas linhas, mas o sistema mostra mais veículos em operação”, destacou o vereador.
A Agetran informou que as omissões, como a retirada não autorizada de ônibus das linhas, são passíveis de multa. Segundo os servidores, essas infrações ocorrem com frequência, o que levantou ainda mais questionamentos sobre a qualidade do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus.
O vereador concluiu que as omissões do Consórcio são graves e estarão presentes no relatório final da CPI. Durante a oitiva, os diretores do Consórcio alegaram que tais omissões não ocorriam.
A situação continua sendo monitorada pela Agetran, e o relatório final da CPI deve trazer novas informações sobre os possíveis impactos dessas irregularidades na operação do transporte público municipal.







0 comentários