Com ares de transformação política nacional e estadual, foi oficializada nesta terça-feira (29) em Brasília a federação entre o Partido Progressista (PP) e o União Brasil, agora sob o nome de União Progressista. A nova força partidária nasce como a maior da Câmara Federal e promete mudar o eixo do poder político em Mato Grosso do Sul e no Brasil.
A federação já nasce com números expressivos: 14 senadores, 109 deputados federais, 1.336 prefeitos e 6 governadores. Em Mato Grosso do Sul, o movimento político visa romper a hegemonia tucana, que elegeu três federais na última eleição, e garantir protagonismo em 2026.

“É uma união progressista. Teremos um candidato à majoritária, para o Senado, uma chapa robusta para federal e bons candidatos a deputado estadual. Teremos uma representatividade ainda maior, e todos comandados pela maior líder política do Estado, a senadora Tereza Cristina”,
— Marco Aurélio Santullo, dirigente do PP-MS.
Com Tereza Cristina já senadora, a União Progressista planeja conquistar mais uma das três vagas ao Senado, além de ampliar sua bancada na Câmara Federal, que hoje conta apenas com Luiz Ovando. Ele será novamente candidato, ao lado de Rose Modesto, presidente estadual do União Brasil.
“É uma aliança que deixa o União Brasil e o PP com uma força muito grande em Brasília para discutir as principais pautas, comissões. Para o cenário nacional, estaremos nesta disputa, com candidato a presidente ou a vice”,
— Rose Modesto, União Brasil-MS.

O que esperar?
Com o PSDB em possível divisão entre três siglas distintas para 2026, o caminho está aberto para a União Progressista ganhar terreno no Estado. Analistas indicam que a chance de o PSDB manter suas três cadeiras federais é remota, o que favorece o avanço da nova federação.
A tendência é que a conversa com o governador Eduardo Riedel (PSDB) se intensifique nos próximos meses, abrindo espaço para negociações sobre apoio, composição de chapa majoritária, e uma possível aliança para vaga ao Senado ou até vice-governadoria.
Ganhos em perspectiva
- Força nacional ampliada, com presença decisiva em comissões e relatorias.
- Mais espaço em MS, podendo desbancar o PSDB como maior força política.
- Candidatura forte ao Senado, consolidando domínio em duas das três vagas.
- Capilaridade municipal e estadual, com chance de crescimento nas assembleias legislativas e prefeituras.
E o futuro?
Com a consolidação da União Progressista, o cenário eleitoral para 2026 tende a se redesenhar. Lideranças unificadas, estrutura robusta e articulação nacional podem fazer da federação a grande protagonista do próximo pleito. Resta saber como os demais partidos vão reagir — especialmente o PSDB, que enfrenta o desafio de não fragmentar sua força.
Com a nova configuração, o tabuleiro político ganha uma nova dinâmica, e a União Progressista se posiciona como peça-chave nas eleições de 2026 — é o que projeta um cientista político do portal 67 Digital News.







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