Hoje, 29 de julho de 2025, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) celebra duas décadas de história, resistência e transformação social. Criada em 2005, fruto de uma articulação entre a comunidade acadêmica, o Partido dos Trabalhadores e o governo federal — sob a liderança do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva — a UFGD nasceu do desmembramento do campus da UFMS em Dourados e se tornou um marco na interiorização do ensino superior público.
De lá para cá, a instituição consolidou-se como símbolo de excelência acadêmica e compromisso com a inclusão social. Hoje, oferece 37 cursos presenciais de graduação, seis cursos a distância e 27 programas de pós-graduação, além de especializações e residências. Com políticas afirmativas que abraçam comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais, a UFGD reflete um projeto de Brasil mais justo, científico e democrático.

Para Tiago Botelho, professor, ex-aluno e atual coordenador do curso de Direito da universidade, a UFGD é mais que uma instituição de ensino: “É um projeto de país. Eu entrei aqui cheio de sonhos e incertezas. Saí professor. Isso muda vidas.”
Nem sempre o caminho foi fácil. Durante o governo Bolsonaro, a universidade enfrentou uma intervenção que ameaçou sua autonomia e valores democráticos. Mas resistiu. Graças à força de sua comunidade acadêmica, reafirmou seu compromisso com uma educação pública de qualidade, ancorada na democracia e no pensamento crítico.
O legado da UFGD é também o reflexo do impacto que políticas públicas bem estruturadas podem ter na vida real de pessoas comuns. Pessoas do interior que, como Tiago, encontraram na universidade uma ponte entre sonho e realidade, entre o ontem e um futuro mais promissor.
A UFGD chega aos seus 20 anos como um farol de conhecimento, pluralidade e compromisso social.







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