O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na tarde desta quarta-feira (30) um decreto que estabelece uma sobretaxa de 50% sobre a importação de produtos brasileiros, com vigência a partir de 6 de agosto. A medida ocorre em meio a tensões entre os governos e afeta diretamente a economia de Mato Grosso do Sul.
De acordo com a Casa Branca, as ações do governo brasileiro comprometem a segurança nacional e a economia dos EUA. O decreto menciona o ministro do STF, Alexandre de Moraes, como um exemplo de abuso de poder, afirmando que suas ações contribuem para o desmantelamento do Estado de Direito no Brasil.
Visita de senadores de MS aos EUA
Na mesma data, uma missão oficial de senadores brasileiros, liderada por Nelsinho Trad (PSD-MS) e Tereza Cristina (PP-MS), encerrou sua visita aos EUA com o objetivo de estabelecer diálogos que possam mitigar os impactos econômicos da nova tarifa.
Impacto econômico em Mato Grosso do Sul
Os Estados Unidos são o segundo maior comprador de produtos de Mato Grosso do Sul, representando 5,97% das exportações do estado. As indústrias locais, especialmente os frigoríficos, já começaram a buscar alternativas devido à nova taxa. Em 2024, MS exportou 282,2 mil toneladas de carne bovina, sendo 49,6 mil toneladas destinadas aos EUA, totalizando R$ 1,3 bilhão em receita.
No entanto, mesmo após o anúncio da sobretaxa, a produção local continua com foco no mercado interno e outras exportações, segundo Alberto Sérgio Capucci, vice-presidente do Sincadems.
Outros produtos em risco
- Açúcar
- Celulose
- Soja
Esses produtos também podem sofrer consequências devido ao novo tariffário que começa em agosto.
Próximos passos
O estado de Mato Grosso do Sul busca alternativas e estratégias para minimizar os efeitos da imposição de tarifas e garantir a continuidade das suas exportações. Iniciativas como a missão oficial dos senadores podem ser cruciais para a reaproximação com o Congresso americano e para a defesa dos interesses econômicos locais.







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