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Tremores de terra em Sonora reacendem alerta sísmico em Mato Grosso do Sul

por | maio 14, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Dois tremores de terra registrados na madrugada desta terça-feira (13) voltaram a colocar Mato Grosso do Sul no radar do Centro de Sismologia da USP. Os abalos ocorreram nas proximidades de Sonora, cidade localizada a cerca de 360 quilômetros da capital Campo Grande. Um deles atingiu magnitude 3.5 na escala Richter — o mais forte registrado no estado em 2025 até agora. O segundo teve magnitude de 2.1.

Os fenômenos foram detectados pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e confirmados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), que monitora constantemente a atividade sísmica no país. A RSBR é uma rede nacional coordenada pelo Observatório Nacional com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Até o momento, não houve registros de moradores que tenham sentido os tremores.

Com esses novos registros, Mato Grosso do Sul soma nove abalos sísmicos somente em 2025. As cidades que já apresentaram movimentações este ano incluem Miranda, Rio Negro, Bonito, Ponta Porã, Corumbá e, mais recentemente, Sonora. O último tremor havia sido registrado no final de abril, em Miranda, com magnitude de 1.6.

Brasil: tremores são naturais, mas surpreendem

Apesar de não estar localizado próximo a zonas de choque entre placas tectônicas — como acontece no Chile, por exemplo — o Brasil pode apresentar tremores em razão de falhas geológicas internas e liberação de tensões acumuladas na crosta terrestre. Por estar situado no meio da Placa Sul-Americana, o país é geralmente menos suscetível a terremotos de grande magnitude.

“Os terremotos mais fortes tendem a ocorrer nas bordas das placas tectônicas. O Brasil, por estar no interior da placa sul-americana, sente apenas abalos leves, causados por falhas geológicas internas”, explica Marcelo Assumpção, geofísico e professor da USP.

Segundo dados da USP, o Brasil já contabilizou sete terremotos com danos registrados. O mais recente ocorreu em 2008, em São Paulo, e chegou a ser sentido nos estados vizinhos. Já o tremor mais intenso da história brasileira aconteceu em 1955, na Serra do Tombador, norte do Mato Grosso, e atingiu a marca de 6.2 na escala Richter.

O monitoramento constante é essencial para entender melhor a dinâmica geológica nacional e prevenir eventuais impactos em áreas mais sensíveis. Os eventos em Sonora mostram que, mesmo em uma região de baixa sismicidade, o fenômeno continua sendo uma realidade que merece atenção.

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