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Taxa ambiental gera caos operacional e setor turístico de Bonito pede adiamento urgente

por | dez 24, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

O setor turístico de Bonito segue em expectativa quanto ao possível adiamento da cobrança da Taxa de Conservação Ambiental (TCA), que entrou em vigor no último sábado, 20 de dezembro. A avaliação é da secretária da Abaetur, Rosane Pedroso, que relata um aumento expressivo no tempo de atendimento ao turista e transtornos operacionais enfrentados diariamente por agências e visitantes desde o início da cobrança.

De acordo com a representante da associação, dúvidas recorrentes, falhas no sistema e a ausência de um canal oficial de suporte municipal têm impactado diretamente a rotina das agências. “O sistema começou a operar sem estar totalmente finalizado, o que prejudica a emissão de vouchers mesmo após o pagamento da taxa”, afirma.

Ação judicial pede adiamento para após o Carnaval

Antes mesmo da entrada em vigor da TCA, a Abaetur se uniu à ABH (Associação Bonitense de Hotelaria) e à AGTB (Associação dos Guias de Turismo de Bonito) para ingressar com uma ação na Justiça local. O objetivo é adiar a cobrança para após o Carnaval ou para março, período de baixa temporada.

Segundo Rosane Pedroso, as entidades também avaliam protocolar um pedido emergencial, reunindo registros de erros e falhas ocorridas desde o início da cobrança. Entre os principais questionamentos está a aplicação da taxa a turistas que já haviam adquirido pacotes anteriormente, situação que, segundo o setor, pode configurar inconstitucionalidade. “Nós não somos contra a taxa. O problema é a forma como ela foi implantada”, pontua.

Impactos diretos na operação das agências

Com a nova regra, a venda de passeios só pode ser concluída após o pagamento da taxa de R$ 15 por dia de atividade. Embora o agendamento via agências já fosse um procedimento padrão, o novo modelo tem elevado significativamente o tempo de atendimento. De acordo com a Abaetur, esse aumento chega a cerca de 60%.

Outro entrave apontado é a limitação dos meios de pagamento, já que o sistema não aceita cartões internacionais. Para o trade turístico, isso transfere às agências responsabilidades operacionais que seriam do poder público. “Estamos assumindo um serviço que não está previsto em contrato com a prefeitura”, destaca Rosane.

Há ainda questionamentos sobre a destinação dos recursos. Do valor arrecadado, 20% seriam destinados a um seguro de vida, mas, segundo a associação, não há orientações claras sobre acionamento em caso de sinistro. “As agências não sabem quem procurar”, relata.

Prefeitura contesta e apresenta balanço

Por meio de assessoria de imprensa, a Prefeitura de Bonito afirmou que há suporte disponível, realizado pela Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico. Segundo o Executivo, aproximadamente 120 atendimentos foram feitos nas últimas 48 horas, principalmente relacionados a dificuldades de cadastro e pedidos de alteração de datas.

A administração municipal também informou que, mesmo durante o recesso iniciado em 20 de dezembro, a secretaria permanece em regime de plantão. De acordo com o balanço oficial, o sistema “Turista por Natureza” registrou 5.132 cadastros nas últimas 48 horas, sendo 2.150 realizados diretamente por visitantes e 2.982 por meio de agências. No mesmo período, foram processados 1.634 pagamentos e emitidos 2.613 vouchers.

Para a prefeitura, os números demonstram estabilidade e funcionamento adequado da plataforma, embora o trade turístico mantenha a avaliação de que o modelo precisa de ajustes antes de operar em plena alta temporada.

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