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Tamanduás-bandeira órfãos avançam em processo de reabilitação em MS

por | set 27, 2025 | Fauna nas Estradas, SLIDER | 0 Comentários

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) realizou nesta semana uma etapa marcante no trabalho de resgate, reabilitação e reintegração de animais silvestres. Dois filhotes de tamanduá-bandeira, símbolos da fauna brasileira, foram encaminhados ao Instituto Tamanduá, em Aquidauana, onde iniciam a fase de adaptação em ambiente natural — passo fundamental rumo à vida livre.

Histórias de superação

Entre os animais está uma fêmea resgatada em novembro de 2024, na zona rural de Campo Grande. Quando chegou ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), tinha apenas 1 kg e mal havia aberto os olhos. Hoje, com 15 kg, segue firme na transição para a autonomia, já se alimentando de forma independente.

O outro filhote é um macho, resgatado em maio de 2025, também órfão. Pesando apenas 2,5 kg na chegada, após quatro meses de cuidados alcançou 10 kg. A previsão é que esteja pronto para a soltura definitiva em 2026.

Caminho até a liberdade

No CRAS, os tamanduás passam cerca de seis meses recebendo cuidados intensivos. O processo inclui desmame gradual, alimentação com papas e insetos, e estímulo para recuperar instintos naturais. A soltura definitiva ocorre quando alcançam aproximadamente 30 kg, garantindo maiores chances de sobrevivência.

Significado da ação

Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, cada etapa concluída representa uma vitória para a fauna sul-mato-grossense.

“Cada animal resgatado e reabilitado é uma vitória para o meio ambiente. Os dois casos mostram a importância da atuação do Imasul em defesa da nossa fauna”, afirmou.

A médica-veterinária Paloma, que acompanha os filhotes desde a neonatologia, destaca a emoção do processo:

“Eles chegam frágeis, dependentes, e aos poucos se tornam fortes, saudáveis e prontos para explorar o ambiente. É extremamente gratificante ver essa transformação.”

Compromisso com a biodiversidade

Segundo a gestora do CRAS, Aline Duarte, cada filhote representa uma oportunidade de recomeço.

“É um processo longo, que exige dedicação, mas quando vemos esses animais retornando ao habitat natural, temos a certeza de que todo o esforço vale a pena.”

O trabalho reforça o compromisso do Imasul com a conservação da biodiversidade de Mato Grosso do Sul, assegurando que espécies emblemáticas, como o tamanduá-bandeira, tenham novas chances de cumprir seu papel nos ecossistemas.

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