Google quer dobrar capacidade de IA a cada seis meses para manter liderança, diz executivo
O Google intensificou sua corrida pela liderança em inteligência artificial. Em reunião interna revelada pela CNBC, a empresa afirmou que precisa dobrar sua capacidade de computação de IA a cada seis meses — uma meta considerada agressiva até mesmo pelos próprios executivos.
O CEO Sundar Pichai destacou que 2026 será um dos anos mais competitivos da história da empresa, reforçando a necessidade de investimentos pesados em infraestrutura e capacidade computacional. Segundo ele, o risco de sub-investir é alto: limitações podem atrasar produtos estratégicos e comprometer o avanço da companhia.
Dobrar a potência não é opcional — é essencial
A ambição foi reforçada por Amin Vahdat, chefe de infraestrutura de IA do Google. De acordo com ele, a empresa precisa multiplicar sua capacidade por 1.000 em até cinco anos para acompanhar o ritmo global da corrida por IA.
Vahdat afirmou que o foco não está apenas em gastar mais, mas em construir uma infraestrutura confiável, escalável e energeticamente eficiente. Ele destacou ainda o peso da DeepMind nas pesquisas que projetam os próximos modelos de IA e apresentou a nova CPU de sétima geração, Ironwood, quase 30 vezes mais eficiente que a primeira versão lançada em 2018.
“A competição em infraestrutura é a parte mais crítica — e a mais cara — da corrida da IA”, destacou Vahdat.
Investimentos bilionários e crescimento acelerado
A Alphabet projetou gastos de capital entre US$ 91 e 93 bilhões em 2025, refletindo o foco em computação em nuvem e IA.
Microsoft, Amazon e Meta também expandiram seus orçamentos, somando mais de US$ 380 bilhões em investimentos apenas neste ano.
Entre os resultados e avanços recentes do Google:
- +34% de crescimento anual da Google Cloud, superando US$ 15 bilhões em receita
- Carteira de pedidos da nuvem atinge US$ 155 bilhões
- Lançamento do Gemini 3, com respostas mais complexas
- Atualização do gerador de vídeos Veo, ainda limitado por poder computacional
Pichai reforçou que qualquer gargalo na infraestrutura pode atrasar projetos estratégicos.
“O risco de não investir é muito alto”, afirmou o CEO.
Bolha de IA? Mercado teme — Google segue acelerando
A preocupação com uma possível bolha cresceu após quedas em ações de empresas como CoreWeave, Oracle e Nvidia.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, nega o cenário e destaca crescimento de 62% na receita.
Pichai, porém, reconhece sinais de irracionalidade no mercado:
“Se uma bolha estourar, nenhuma empresa estará imune, inclusive nós.”
Mesmo assim, o Google mantém sua estratégia agressiva para sustentar o avanço em IA diante da competição e da alta demanda global.







0 comentários