Harvard destaca impacto “oculto” do sono na saúde cognitiva
Um estudo divulgado por Harvard revelou que não apenas a quantidade, mas também a qualidade do sono influencia diretamente o rendimento cognitivo, sobretudo em tarefas de memória e atenção. Segundo os pesquisadores, tanto o sono insuficiente quanto a fragmentação do descanso — quando não se alcança um estágio profundo — podem prejudicar a função cerebral ao longo do tempo. Além disso, a arquitetura do sono — com ciclos bem regulados entre sono leve, profundo e REM — se mostra fundamental para o processo de consolidação da memória e limpeza de substâncias tóxicas no cérebro.
A privação de sono cria efeito acumulativo: várias noites mal dormidas comprometem a performance mental — especialmente em idosos, que sofrem maior impacto com falta de descanso adequado. Por outro lado, o excesso de sono (acima de 9 horas) também foi associado a desempenho cognitivo inferior, especialmente em tomadas de decisão.
A recomendação dos especialistas é alcançar o chamado “Goldilocks sleep” — nem pouco, nem em excesso — idealmente entre 7 e 8 horas por noite, o que favorece a saúde cerebral, manutenção da memória e funções executivas. Trata-se de uma abordagem que leva em conta tanto a duração quanto a qualidade do descanso como determinantes na prevenção de declínio cognitivo precoce.







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