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“Seu filho deve pensar que você tem menos dinheiro do que realmente tem”, diz influenciador Papai Financeiro

por | out 13, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Educação financeira desde cedo: o melhor presente que pais podem dar

Em um país com 78,2 milhões de inadimplentes, segundo dados recentes do Serasa, o tema da educação financeira nunca foi tão urgente. E o Dia das Crianças pode ser o momento ideal para começar essa conversa em casa.

O influenciador Thiago Godoy, conhecido como Papai Financeiro, defende que ensinar as crianças a lidar com o dinheiro desde cedo é uma das formas mais eficazes de evitar o endividamento no futuro. “A educação financeira forma pessoas menos consumistas – e endividadas anos lá na frente”, afirma.

Segundo ele, um dos erros mais comuns dos pais é ceder a todos os desejos dos filhos. “O seu filho deve pensar que você tem menos dinheiro do que realmente tem. Muitos pais caem na armadilha de dar ao filho o que não tiveram, e isso cria uma percepção irreal sobre a condição financeira da família”, explica Godoy, em entrevista ao E-Investidor.


Crianças e dinheiro: o aprendizado começa cedo

De acordo com o Papai Financeiro, o aprendizado sobre dinheiro começa na infância, no que ele chama de “processo de socialização econômica” — o momento em que a criança aprende o valor do dinheiro observando o comportamento dos pais.

“Se a família tem uma relação equilibrada com as finanças, a criança tende a reproduzir esse comportamento”, destaca Godoy.

Por isso, o exemplo é o primeiro passo. O ideal é mostrar que o dinheiro vem do trabalho e que ele é uma ferramenta — não um objetivo de vida.


Mesada e semanada: o laboratório financeiro infantil

A introdução de conceitos financeiros pode começar aos 3 anos, com cofrinhos e brincadeiras que envolvem contagem de moedas.
Entre 7 e 10 anos, entra em cena a semanada, que ajuda a criança a lidar com pequenas quantias e aprender sobre escolhas.

Já a partir dos 11 anos, os pais podem introduzir a mesada mensal, estimulando o planejamento e o controle do dinheiro. E, por volta dos 14 anos, é possível abordar temas como juros compostos e investimentos simples, como CDBs e Tesouro Selic.

“O aprendizado vem da experiência. Quando a criança gasta tudo e não recebe reposição, ela entende o valor da gestão e da paciência”, afirma Godoy.


Para todas as classes sociais: o valor do “não”

Mesmo entre famílias de baixa renda, a educação financeira pode ser trabalhada. O essencial, segundo Godoy, é ensinar a valorizar o dinheiro e colocar limites.
“O seu filho deve pensar que você tem menos dinheiro do que tem. As redes sociais intensificam a comparação e criam desejos irreais, então é papel dos pais mostrar que resultados exigem tempo e esforço.”

Ao construir desde cedo a mentalidade de planejamento e propósito, os pais ajudam os filhos a crescerem financeiramente conscientes — um presente que vale mais que qualquer brinquedo.

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