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Sem estrutura da prefeitura, bares da Rua 14 de Julho se preparam por conta própria para o Carnaval

por | fev 18, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Os bares da Rua 14 de Julho, em Campo Grande, enfrentam um desafio neste Carnaval: a ausência de suporte estrutural por parte da Prefeitura. Apesar da grande movimentação esperada para a região a partir de 1º de março, quando os blocos mais tradicionais da Capital saem às ruas, os empresários não contarão com itens básicos, como banheiros químicos e gradis, para organizar o fluxo de foliões.

Segundo Kayke Sanches, sócio-proprietário do MÁ Donna Bar, reuniões foram realizadas com representantes do poder público para discutir as necessidades do local, mas as reivindicações não foram atendidas. “Não vai ser disponibilizado nenhuma estrutura para o Carnaval. Tentamos contato com órgãos responsáveis, mas a 14 de Julho não entrou na pasta de Carnaval, não vai ter nada”, lamenta o empresário.

A única garantia até o momento foi a presença da Polícia Militar, que reforçará a segurança conforme a demanda. No entanto, segundo Kayke, caso seja necessário o fechamento da rua para controle do público, isso será feito com viaturas, e não com gradis, já que a prefeitura alegou indisponibilidade do equipamento.

Bares se adaptam para o período de folia

Apesar da falta de estrutura oficial, a Rua 14 de Julho deve receber grande público, pois blocos carnavalescos passarão pelo local em diferentes horários. Mesmo sem suporte da prefeitura, os empresários se preparam para o aumento da demanda, mas sem criar programações especiais para a festa.

“Sabemos que é um período que as pessoas saem pra rua e não tem o que fazer para controlar alta demanda, por isso, não estamos entrando com uma agenda carnavalesca. Nosso intuito não é gerar ainda mais movimentação”, explica Kayke.

Além disso, medidas internas foram adotadas para manter a organização dentro dos estabelecimentos. No caso do MÁ Donna Bar, os três banheiros do local serão exclusivos para clientes, com controle de acesso, algo que normalmente não acontece.

Empresários se sentem excluídos da programação oficial

A falta de apoio estrutural foi uma surpresa para os donos de bares da região. Kayke destaca que, em períodos eleitorais, a prefeitura manteve um diálogo próximo com os empresários, mas agora, no Carnaval, o cenário é diferente. “Nas eleições, a prefeita chamou a gente para fazer um fechamento na 14 de Julho, mas em época de Carnaval a prefeitura deixa sem estrutura. Nos sentimos excluídos”, afirma.

Além do MÁ Donna, pelo menos outros cinco bares movimentam a vida noturna na Rua 14 de Julho, muitos deles com alvará de funcionamento até a meia-noite. Com a previsão de até 100 mil foliões nas ruas da cidade ao longo do Carnaval, os estabelecimentos terão que lidar com a alta demanda sem o apoio esperado do poder público.

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