O governador Eduardo Riedel (PP) está articulando a antecipação da saída de secretários estaduais com pretensões eleitorais para 2026. A expectativa é que o desligamento ocorra já em dezembro de 2025, antes do prazo legal de abril do ano eleitoral.
A estratégia tem dois objetivos: evitar desgastes políticos com deputados e aliados e abrir espaço para acomodar novos membros do grupo político de Riedel, agora alinhado ao Partido Progressista (PP) e à federação União Progressista. O governador já teria iniciado conversas para garantir maior participação desse bloco no escalão do governo.
Entre os nomes cotados para deixar o cargo está o chefe da Casa Civil, Eduardo Rocha (MDB), que pretende retornar à Assembleia Legislativa. A antecipação da saída também busca administrar o impacto de sua proximidade com a esposa, a ministra Simone Tebet (MDB), que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — ligação vista como possível problema em uma chapa oposicionista ao Governo Federal.
Também podem deixar seus postos Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, que almeja vaga de deputado federal; e Marcelo Miranda, da Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, que deve disputar uma cadeira na Assembleia. A exceção é Hélio Daher, secretário de Educação, que, apesar de sondado, afirmou a pessoas próximas não pretender concorrer em 2026.







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