Em meio à crise financeira que afeta a Santa Casa de Campo Grande, o Governo do Estado anunciou um novo repasse de R$ 25 milhões para a instituição. O recurso, oriundo da bancada federal, foi formalizado em uma reunião realizada nesta quinta-feira (3), que contou com representantes do Estado, do município e da direção do hospital. Durante o encontro, o governador Eduardo Riedel destacou a necessidade urgente de uma mudança estrutural e no modelo de gestão da unidade para garantir a continuidade dos atendimentos e evitar novos colapsos.
A verba será repassada em três parcelas, no valor de R$ 8,3 milhões cada, a partir de abril, com previsão de conclusão até junho. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, o objetivo principal do aporte é suprir a falta de materiais e medicamentos essenciais, que hoje impedem a Santa Casa de prestar atendimentos hospitalares de forma plena.
“Esses recursos vêm para garantir que o hospital tenha condições mínimas de operar, mas é preciso reformular a estrutura para que situações como essa não se repitam a cada dois meses”, alertou o secretário.
A liberação da verba só foi possível graças ao remanejamento interno da SES (Secretaria de Estado de Saúde), que priorizou o hospital campo-grandense diante da gravidade da situação. A presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, reforçou que o repasse trará um “alívio imediato” e permitirá estabilizar o atendimento à população.
Desde outubro do ano passado, o Governo do Estado já vinha realizando repasses emergenciais à instituição. Foram R$ 15 milhões em 2024 e outros R$ 9 milhões destinados ao pagamento do 13º salário, totalizando, até o momento, quase R$ 50 milhões em apoio financeiro.
Durante a reunião, o governador foi enfático ao afirmar que os problemas da Santa Casa não se resolvem apenas com injeção de dinheiro:
“Precisamos de um novo modelo de gestão. Só com mudança de estrutura e comando vamos conseguir estabilidade de longo prazo.”
O novo modelo de gestão também será adotado no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), como parte de uma estratégia para fortalecer o sistema de saúde da Capital, que atualmente recebe mais de R$ 1 bilhão em investimentos estaduais por ano.
A reunião contou com a presença de lideranças políticas como a senadora Soraya Thronicke, o senador Nelsinho Trad, os deputados federais Luiz Ovando, Geraldo Resende e Beto Pereira, o presidente da ALEMS, deputado Gerson Claro, o vereador Papy, além da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, e representantes da Sesau.







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