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Registros de atropelamentos de animais silvestres continuam em várias rodovias brasileiras

por | dez 10, 2025 | Fauna nas Estradas, PAPO 67 | 0 Comentários

Registros envolvendo jaguatiricas, quatis e cachorro-do-mato em rodovias de três estados expõem a dimensão nacional do problema

A morte de uma jaguatirica (Leopardus pardalis) na BR-259, no Noroeste do Espírito Santo, reacendeu o alerta para os riscos enfrentados pela fauna silvestre que circula em trechos rodoviários próximos a áreas de mata nativa. O felino foi encontrado morto na manhã de domingo (7), no trecho entre Baixo Guandu (Mascarenhas) e Colatina (Itapina). A principal hipótese é de atropelamento, possivelmente ocorrido durante a madrugada, quando muitos animais deixam os fragmentos florestais em busca de alimento ou abrigo.

O caso é um dos mais representativos da semana e integra uma sequência de ocorrências semelhantes no estado. Na região, rodovias que cruzam corredores ecológicos registram repetidos atropelamentos de animais de médio e grande porte. Em 2025, duas onças já haviam sido atropeladas na ES-080, em Colatina, revelando um padrão de risco elevado para espécies que dependem desses ambientes para deslocamento.

A fragmentação do habitat — com trechos de mata separados por áreas urbanas, agrícolas ou por vias pavimentadas — aumenta a exposição dos animais ao tráfego. Especialistas apontam como medidas essenciais a implementação de passagens de fauna, cercas direcionais e sinalização específica em trechos críticos. Essas ações são consideradas fundamentais para reduzir colisões e preservar espécies ameaçadas ou vulneráveis.

Ainda não há confirmação sobre o acionamento de órgãos ambientais, como o IEMA ou a Polícia Ambiental, para recolhimento do animal e registro formal da ocorrência, etapa importante para o monitoramento estatístico e planejamento de políticas públicas.

Outras ocorrências da semana

A morte da jaguatirica no Espírito Santo não foi o único registro que expôs a vulnerabilidade da fauna em rodovias e áreas urbanas brasileiras. Em diferentes estados, novos episódios reforçaram tanto o impacto do tráfego quanto a necessidade de maior conscientização.

Em Campo Grande (MS), uma família de sete quatis, incluindo filhotes, quase foi atropelada ao cruzar a Avenida do Poeta, no Parque dos Poderes. Um vídeo feito por uma motorista flagrou o momento em que um veículo se aproxima sem reduzir a velocidade, obrigando os animais menores a passar por baixo do carro após a frenagem. A área é habitat de diversas espécies e registra circulação constante de fauna, mesmo em horários de pico urbano.

No Paraná, um cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) foi encontrado morto na PR-466, em Ivaiporã. O animal foi atingido ao tentar cruzar a pista em trecho cercado por vegetação nativa. A espécie é comum na região e frequentemente aparece em registros de atropelamento, especialmente ao amanhecer e no entardecer, períodos de maior movimentação.

A sequência de episódios observada ao longo da semana reforça a urgência de ações articuladas entre órgãos ambientais, autoridades de trânsito e gestores públicos. A adoção de medidas estruturais, associada à conscientização de motoristas, é apontada como caminho indispensável para reduzir os impactos sobre a fauna silvestre em rodovias brasileiras.

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