Produza Projeções celebra 10 anos com espetáculo-manifesto no Festival de Inverno de Bonito
A rua pulsa, e há uma década quem ajuda a registrar esse movimento no Mato Grosso do Sul é o coletivo Produza Projeções. Criado em 2015 por Cleverson de Oliveira, o Buguinha, o grupo nasceu filmando manobras de skate e logo expandiu para os beats, rimas, grafites e danças do Hip-Hop. Agora, em 2025, o coletivo comemora 10 anos de história com o espetáculo-manifesto Viva Rua, que estreia neste domingo (24), às 19h, no Palco Sol do Festival de Inverno de Bonito.
O evento abre uma série de quatro atos que marcarão o aniversário da Produza ao longo do ano, reunindo diferentes gerações e expressões artísticas. No palco, o passado e o futuro da cultura urbana se encontram: DJ Magão, Miliano e TWK representam a velha escola, enquanto o B-boy Saka e a B-girl Aline trazem a força da nova geração. Nas artes visuais, Léo Mareco transforma shapes de skate em telas e espalha lambe-lambes com símbolos das periferias sul-mato-grossenses. Um telão exibe registros históricos de batalhas de MCs, campeonatos e videoclipes independentes produzidos pelo coletivo.
“Mais do que os vídeos, o que mais me orgulha são as oportunidades criadas. Jovens que tiveram acesso ao audiovisual, MCs que gravaram seus primeiros clipes, skatistas que viram suas manobras registradas. Isso é o que fica”, afirma Buguinha, emocionado com a trajetória.
O fundador ainda destaca a simbologia de celebrar em Bonito: “Foi aqui que realizamos campeonatos voluntários, oficinas e batalhas. A cidade sempre abriu portas, e iniciar as comemorações aqui é especial”.
Outro ponto alto será a discotecagem de DJ Magão, parceiro do Produza desde os primeiros dias. Para ele, a missão é conectar a velha escola e a nova geração. “Temos que honrar quem construiu essa cena, mas também aproximar os novos talentos. O Produza sempre foi isso: união de forças”, relembra.
Resistência e futuro
A caminhada nunca foi fácil. A falta de equipamentos e recursos marcou os primeiros anos, superados com criatividade e parcerias. Durante a pandemia, o coletivo reinventou-se com lives e manteve a cultura viva. Hoje, além dos registros audiovisuais, aposta em oficinas, festivais e documentários.
Os próximos passos apontam para o futuro: exposições de vídeo e foto, oficinas para jovens da favela e a missão de internacionalizar os registros. “A mensagem é: produza sempre o seu melhor, com o que tiver. A oportunidade criada pode mudar destinos”, resume Buguinha.
As comemorações continuam com outras apresentações: em setembro no Japa Conveniência, em outubro na Feira Ziriguidum e em novembro no Degrau Estúdio, encerrando o ciclo dos 10 anos.









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