Onça capturada após matar caseiro é levada para outro estado por medo de retaliação
A onça-pintada que matou o caseiro Jorge Ávalo — o “Jorginho” — foi transferida para um instituto em São Paulo. A decisão, anunciada durante um workshop em Campo Grande, visou proteger o animal de possíveis ataques de vingança por parte de pessoas contrárias à sua captura.
Segundo o secretário-adjunto da Semadesc, Arthur Falcette, o felino tinha forte simbolismo local e permanecer no Mato Grosso do Sul poderia expor o animal a tentativas de retaliação. O temor era que isso dificultasse a gestão da situação e colocasse a integridade do animal em risco.
O ataque foi registrado em abril, em um pesqueiro no Pantanal. Após ser capturada, a onça foi encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), onde exames confirmaram o envolvimento do felino no caso ao detectar DNA da vítima em suas fezes.
Especialistas ressaltam que casos como esse reforçam a importância da conservação ambiental. A preservação dos habitats naturais e o manejo responsável da fauna reduzem os conflitos entre animais silvestres e atividades humanas, garantindo tanto a segurança das pessoas quanto a sobrevivência das espécies no Pantanal e em outras regiões do país.







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