Quando fomos ensinados a fazer todo mundo feliz… e esquecemos de nós?
Às vezes adoecemos emocionalmente porque fomos educados para fazer todo mundo feliz, menos a nós mesmos.
Mas… quando foi exatamente que aprendemos que o nosso valor estava no quanto conseguimos agradar os outros? Em que momento passamos a acreditar que dizer “não” era sinônimo de egoísmo? E por que ainda carregamos esse peso, mesmo sabendo que nos destrói aos poucos?
Será que alguém nos contou que cuidar de si é permitido? Ou crescemos ouvindo que só seríamos amáveis se fôssemos sempre úteis, disponíveis, compreensivos, perfeitos? Quantas vezes engolimos o próprio choro para não incomodar? Quantas vezes silenciamos nossas dores para não decepcionar? Até quando?
E qual é o preço disso?
O corpo que adoece?
A mente que se esgota?
O coração que desaprende a bater no próprio ritmo?
Por que continuamos colocando a felicidade alheia acima da nossa? Será medo de rejeição? Necessidade de aprovação? Vício em corresponder expectativas? Ou talvez nunca tenhamos aprendido a nos perguntar: o que eu quero? o que eu preciso? o que me faz bem?
E se começássemos a nos tratar com a mesma gentileza que oferecemos a todos?
E se entendêssemos que não é nossa responsabilidade salvar o mundo inteiro?
E se descobríssemos que dizer “basta” também é um ato de amor?
Amor por nós mesmos?
Será que, no fundo, não estamos todos procurando permissão para existir sem carregar fardos que não são nossos? Será que não chegou a hora de devolver o que não nos cabe e abraçar o que realmente faz sentido?
Afinal… como podemos fazer alguém feliz se estamos apagados por dentro?
E quando finalmente iremos nos escolher?







0 comentários