Desde a eleição, a World Liberty Financial, da família Trump, acumulou US$ 4,5 bilhões com criptomoedas, graças a um acordo estratégico com a maior corretora do mundo.
O império empresarial de Donald Trump encontrou um novo motor de crescimento: as criptomoedas. Desde sua eleição, o projeto digital da família, a World Liberty Financial, já gerou cerca de US$ 4,5 bilhões em riqueza, superando qualquer outro segmento dos negócios presidenciais.
No centro desse avanço está o USD1, stablecoin lançada em março e lastreada em dólar, que ganhou tração após parceria com a PancakeSwap — plataforma de negociação criada por funcionários da Binance, a maior corretora de criptomoedas do planeta.
O acordo, anunciado em junho, colocou o USD1 no centro de um ecossistema de moedas com nomes patrióticos como Torch of Liberty e Eagles Landing, atraindo traders, especialmente na Ásia, com recompensas milionárias para movimentar grandes volumes do token.
A estratégia deu certo: mais de 90% das negociações de USD1 ocorrem na PancakeSwap, com volumes diários que já ultrapassaram US$ 1 bilhão. Parte desse sucesso se deve ao suporte direto da Binance, que mantém US$ 2 bilhões em USD1 em sua própria plataforma e promove o token via programa Binance Alpha.
Mas o crescimento vem acompanhado de controvérsias. O fundador da Binance, Changpeng Zhao, condenado no ano passado por violações financeiras, estaria buscando um perdão presidencial de Trump enquanto aprofunda relações comerciais com a World Liberty. Além disso, o projeto mantém vínculos com investidores e plataformas baseadas na China, em um momento em que o governo norte-americano pressiona por menos dependência do país asiático.
Com 40% de participação na World Liberty, a família Trump está no centro de um negócio que mistura política, finanças globais e geopolítica — e que pode redefinir o papel dos EUA no mercado de criptoativos.







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