Panificadora quilombola fortalece agricultura familiar e gera renda em Anhanduí
A Comunidade Quilombola Chácara Buriti, no distrito de Anhanduí, em Campo Grande, ganhou neste sábado (23) a Panificadora Comunitária Vó Arlinda, espaço que reúne tradição, geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar. O projeto é conduzido por 12 mulheres da comunidade e recebeu apoio da Prefeitura de Campo Grande, da SEMADESC — por meio da SEAF — e da Fundação Banco do Brasil.
Com capacidade para produzir em média 500 pães por dia, a panificadora utiliza insumos cultivados no próprio território, como batata-doce, abóbora e couve. Parte da produção será comercializada em mercados locais e outra parcela destinada a famílias em situação de vulnerabilidade.
O lançamento contou com a presença da prefeita Adriane Lopes e do secretário-executivo da SEAF, Humberto de Mello, que destacaram o impacto do projeto na inclusão produtiva e na valorização cultural.
Moradoras também celebraram o novo espaço. Elisisa Teodolina da Silva afirmou que a iniciativa transforma a realidade local: “Durante anos fizemos pão em casa, mas nunca imaginamos um espaço como esse. Agora podemos gerar renda sem sair da comunidade.” Já Lucineia de Jesus Domingos Gabilão, presidente da Associação Buriti, reforçou que o projeto representa empoderamento feminino e protagonismo quilombola.
A panificadora leva o nome de Vó Arlinda, figura central na história da comunidade, lembrada por transmitir receitas, união e valores que seguem vivos entre as novas gerações. Para a associação, além do impacto econômico, o espaço garante também um caráter social: possibilitar que famílias de baixa renda tenham acesso a produtos de qualidade feitos dentro da comunidade.







0 comentários