Muito além de seu uso tradicional na culinária, o alecrim — nome científico Rosmarinus officinalis — pode estar prestes a ganhar status de “fortalecedor natural da mente”. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Northumbria, no Reino Unido, reforça os potenciais benefícios dessa erva aromática na melhora da memória e da concentração, sobretudo por meio da inalação de seu óleo essencial.
O estudo, que reuniu 66 voluntários, investigou os efeitos do composto 1,8-cineol (presente no aroma do alecrim) sobre a chamada memória prospectiva — a capacidade de lembrar de realizar ações futuras, como tomar um remédio na hora certa ou entregar algo a alguém. Divididos entre salas com e sem o aroma da planta, os participantes que foram expostos ao cheiro do alecrim apresentaram melhor desempenho nas tarefas cognitivas, com aumento entre 60% a 75% na taxa de acertos.
A ação cerebral estaria relacionada aos efeitos neuroprotetores e antioxidantes dos compostos naturais do alecrim, como o ácido rosmarínico, carnosol e o próprio 1,8-cineol, este último absorvido pelo organismo por meio do sistema respiratório. A substância, já estudada anteriormente por sua influência nos mecanismos bioquímicos da memória, apresentou níveis mais altos no sangue dos voluntários que inalaram o óleo essencial antes dos testes.
Para medir o desempenho, os pesquisadores solicitaram aos participantes tarefas simples, como esconder objetos e localizá-los posteriormente, ou lembrar de entregar determinado item ao pesquisador em um horário estipulado — tudo sem lembretes ou reforços externos.
Embora os resultados tenham sido promissores, os cientistas alertam: novas pesquisas são necessárias, especialmente em públicos mais velhos, que já apresentam declínio cognitivo natural. Por ora, o uso do alecrim — seja em forma de infusões ou pela aromaterapia — segue como uma alternativa natural que pode trazer benefícios reais à saúde mental.







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