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Ministério Público age para proteger Parque do Prosa e barrar verticalização descontrolada em Campo Grande

por | abr 9, 2025 | NOTÍCIAS, POLÍTICA, SLIDER | 0 Comentários


Entenda o caso

Os promotores de Justiça Luiz Antônio Freitas de Almeida e Luz Marina Borges Maciel Pinheiro, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, emitiram uma recomendação oficial ao Estado de MS e à Prefeitura de Campo Grande com foco na proteção da zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa.

A medida ocorre após a instauração de um inquérito que identificou a ausência de regulamentação adequada sobre critérios urbanísticos na área que circunda o Parque, como taxa de permeabilidade, densidade demográfica e altura máxima das construções.


O que está em jogo?

Segundo o Ministério Público, a falta de normas claras tem favorecido a liberação de licenças sem as devidas restrições, o que pode comprometer de forma grave e irreversível o equilíbrio ecológico da unidade de conservação.

“Não é possível que empreendimentos imobiliários continuem sendo aprovados sem critérios mínimos, colocando em risco uma das poucas áreas de conservação dentro da área urbana de Campo Grande.”
Promotor Luiz Antônio Freitas de Almeida


O que o MP recomendou?

Para o Estado (Governador Eduardo Riedel, SEMADESC, Imasul e Conselho Gestor do Parque):

  • Regulamentar a zona de amortecimento em até 60 dias, conforme a Moção nº 01/2025 do Conselho Consultivo do Parque.

Propostas apresentadas:

  • Densidade demográfica líquida máxima de 120 hab/ha;
  • 40% de permeabilidade mínima do terreno;
  • Altura máxima de construções: 12 metros;
  • Proibição de fachadas espelhadas ou envidraçadas;
  • Ampliação dos corredores ecológicos.

Para o Município (Prefeita Adriane Lopes, Semadur e Planurb):

  • Suspensão imediata de:
    • Processos de emissão de guias de diretrizes urbanísticas e licenças para novos empreendimentos;
    • Validade de licenças já concedidas, até que a regulamentação estadual seja publicada.

Ameaças identificadas no Plano de Manejo

Verticalização do entorno: Impacta rotas migratórias da fauna e carece de planejamento urbano ambiental.

Supressão da vegetação nativa: Contribui para o isolamento da unidade de conservação e perda de biodiversidade.

Problemas de drenagem pluvial: O aumento da impermeabilização do solo provoca erosão, assoreamento e contaminação de cursos d’água.

Atropelamentos de fauna silvestre: O tráfego urbano e a ausência de corredores de fauna ameaçam espécies locais.

“O risco é que o Parque do Prosa se transforme em uma ilha cercada por concreto, sem capacidade de manter sua biodiversidade e equilíbrio ambiental.”
Promotora Luz Marina Borges Maciel Pinheiro


Conclusão

A iniciativa do Ministério Público é um passo decisivo para frear a expansão desordenada e proteger o que resta do verde urbano em Campo Grande. O Parque do Prosa, além de patrimônio ambiental, é vital para a qualidade de vida, equilíbrio climático e preservação da biodiversidade da capital sul-mato-grossense.


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