Ação conjunta das forças de segurança é considerada a maior dos últimos anos e teve como objetivo conter avanço de facções criminosas na Zona Norte da capital
Uma megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro deixou ao menos 64 pessoas mortas e mais de 80 presas nesta terça-feira (28), segundo dados preliminares da Secretaria de Segurança Pública. A ação, que mobilizou cerca de 2.500 policiais civis e militares, teve como alvos principais comunidades que integram os complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital.
De acordo com o governo estadual, o objetivo da operação foi conter o avanço do Comando Vermelho (CV) sobre áreas dominadas por grupos rivais e cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de tráfico, sequestro e porte ilegal de armas.
Desenvolvimento da operação
A ação começou nas primeiras horas da manhã e envolveu o uso de helicópteros, blindados, drones e equipes de forças especiais. Durante o dia, foram registrados intensos confrontos entre policiais e grupos armados.
Segundo a Polícia Militar, 75 fuzis, granadas, pistolas e grande quantidade de drogas foram apreendidos. Parte do material bélico seria de uso restrito das Forças Armadas.
Impactos e ocorrências
Com os confrontos, serviços públicos foram afetados em diversas regiões da Zona Norte. Escolas e unidades de saúde suspenderam atividades, linhas de ônibus foram desviadas e vias importantes chegaram a ser bloqueadas por segurança.
Moradores relataram tiros e explosões ao longo da manhã. A Defensoria Pública e a Secretaria de Direitos Humanos informaram que estão acompanhando o caso e avaliando possíveis impactos sobre a população civil.
Declarações oficiais
O governador Cláudio Castro classificou a operação como “necessária e estratégica” para enfraquecer facções criminosas. Em pronunciamento, afirmou que o Estado enfrenta “organizações que atuam com táticas de guerra e terror” e reforçou que “não haverá recuo no enfrentamento”.
Representantes de organizações civis e parlamentares da oposição pediram transparência nos dados de vítimas e investigação sobre possíveis excessos. O Ministério da Justiça informou que acompanha os desdobramentos e está em contato com o governo estadual.
Repercussão
A megaoperação repercutiu nacional e internacionalmente. Veículos como El País e CNN Internacional destacaram o número de mortos e o uso de equipamentos de guerra em áreas urbanas densamente povoadas.
Especialistas em segurança pública afirmam que o caso deve ser avaliado com cautela, destacando a necessidade de ações integradas de inteligência e políticas sociais complementares para evitar o fortalecimento de facções.
Situação em andamento
As forças de segurança continuam na região nesta noite, em fase de varredura e coleta de informações. A Secretaria de Segurança afirmou que o balanço final será divulgado após a conclusão da operação.







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