Vereador Maicon Nogueira dialoga com jovens sobre os perigos das drogas em roda de conversa no Instituto Mirim
Em alusão ao Dia Internacional de Combate às Drogas (26 de junho), o vereador Maicon Nogueira, vice-presidente da Comissão Permanente de Políticas Antidrogas da Câmara Municipal, promoveu uma roda de conversa com jovens nesta terça-feira (24), no Instituto Mirim, em parceria com o Instituto Gerando Líderes.
O encontro teve como objetivo promover conscientização e reflexão sobre os riscos do uso de drogas, além de abrir espaço para que os próprios jovens compartilhassem suas experiências, dúvidas e opiniões.
Para a jovem Luara Matos, a informação é uma das maiores armas contra o uso de substâncias. “Se o jovem não sabe, ele continua praticando e muitas vezes incentivando outros colegas. Já vi de perto um amigo que começou a vender drogas na escola e foi afetado fisicamente e psicologicamente. Ele parou, mas acabou voltando. Falta também o interesse dos jovens em participar de ações como essa”, lamentou.
Luara reforça a importância da presença do poder público para engajar a juventude. “É preciso estimular a vontade dos jovens de participarem e mostrar o impacto positivo disso”, completou.
Perda da dignidade e falsas sensações
Durante a conversa, o vereador Maicon Nogueira destacou o principal desafio no combate às drogas: ajudar a juventude a entender que o prazer proporcionado pelas substâncias é momentâneo e tem um custo alto.
“O jovem busca aceitação, quer fazer parte de algo, e aí entra a química, que oferece uma falsa sensação de prazer. Mas é passageiro. O maior desafio é mostrar que as consequências podem levar à perda da própria dignidade”, afirmou.
Impactos silenciosos: vícios além das drogas
Rafael Rodrigues, participante da roda, apontou que discussões como essa foram raras em sua vivência escolar. “A geração atual é muito influenciada pelo que vê na internet. Jogos, apostas, pornografia… muitos se envolvem em grupos dos quais depois não conseguem sair. Tive um tio que passou por isso e acabou falecendo”.
Neurociência e pertencimento: por que é tão difícil dizer não?
A roda de conversa também contou com a participação do acadêmico de psicologia e pós-graduando em neurociência, Júlio Cesar Henrique, que esclareceu dúvidas dos participantes, destacando que o cérebro só atinge a maturidade racional por volta dos 26 anos.
“Até lá, o jovem age muito por impulso e curiosidade. A maioria prefere estar errada com a multidão do que certa sozinha. O senso de pertencimento é forte”, explicou.
Ele também chamou a atenção para a gravidade das drogas pesadas: “Crack e pasta base são o refugo, o lixo da droga. E mesmo assim, muitos acabam presos nisso sem conseguir sair”.







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