CPI do Transporte entra em nova fase com confronto entre vereador e gestor do Consórcio Guaicurus sobre falhas em elevadores de ônibus
Nesta segunda-feira (10), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Consórcio Guaicurus deu início à sua terceira fase, marcada por um embate direto entre o vereador Maicon Nogueira e o gestor de bilhetagem da empresa, Paulo Vitor Brito de Oliveira.
Durante a oitiva, o parlamentar questionou a veracidade dos dados fornecidos pelo Consórcio sobre a quantidade de ônibus com elevadores em funcionamento. Maicon apresentou um vídeo de um funcionário da empresa afirmando que “99% dos elevadores estão funcionando”, o que, segundo ele, não corresponde à realidade vivenciada por usuários do transporte coletivo.
“Temos que encontrar quem é o mentiroso”, declarou o vereador, ao exibir um áudio da usuária Graziane Faria, mãe de um cadeirante, que relatou a falha consecutiva em dois veículos na mesma manhã: “Foram dois ônibus hoje, o cadeirante ficou e o ônibus está indo. Dois com elevadores quebrados”, afirmou ela.
Em resposta, Paulo Vitor defendeu os dados apresentados. “Estamos falando de dois veículos com problema em uma frota de 417. Isso representa 1%”, justificou o gestor, ressaltando que os ônibus passam por manutenção na Otimiza e saem “em condição de novo”.
A sessão também levantou questionamentos sobre a ausência de seguro obrigatório em parte da frota. O vereador apontou negligência, ao passo que o representante do Consórcio afirmou que mais de 85% dos acidentes são resolvidos por meio do juizado itinerante, com maior rapidez e efetividade do que na época em que havia seguro.
Outro ponto abordado foi a composição da frota reserva. Paulo explicou que há dois tipos: a reserva em pronto emprego nos terminais e a reserva técnica para revisões, totalizando cerca de 10% da frota operante.
A CPI segue com novas oitivas nas próximas semanas e promete aprofundar os questionamentos sobre a qualidade e segurança do transporte coletivo em Campo Grande.







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