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Deputada Gleice Jane lidera luta contra o feminicídio em Mato Grosso do Sul

por | mar 10, 2025 | NOTÍCIAS, POLÍTICA, SLIDER | 0 Comentários

Mato Grosso do Sul iniciou 2025 com um alerta vermelho para a violência contra a mulher. Nos primeiros dois meses do ano, o estado registrou cinco feminicídios, consolidando uma média alarmante e reacendendo a urgência no enfrentamento dessa triste realidade. Em meio a esse cenário, a deputada estadual Gleice Jane (PT) tem se destacado como uma das principais vozes na luta contra o feminicídio, propondo ações diretas para reverter esse quadro.

A deputada apresentou recentemente o Projeto de Lei 27/2025, que cria o “Protocolo para Enfrentamento, Repressão e Erradicação do Feminicídio” em Mato Grosso do Sul. O projeto tem como objetivo a criação de um sistema integrado e ágil de atendimento e proteção para as mulheres em situação de violência doméstica. As propostas incluem medidas que garantem maior rapidez no atendimento às vítimas e na fiscalização das medidas protetivas.

Em suas declarações, Gleice Jane reafirma a urgência de um combate mais eficaz. “Não podemos mais aceitar que mulheres sejam assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros. Nosso projeto visa uma resposta mais rápida do Estado e um apoio efetivo para aquelas que buscam segurança e justiça”, declarou.

Além do Projeto de Lei, Gleice Jane tem pressionado a ampliação das ações de segurança pública com foco na violência doméstica. A deputada tem defendido a ampliação dos recursos para fortalecer a Patrulha Maria da Penha e a expansão dos Centros de Referência da Mulher, propondo mais unidades especializadas no atendimento e a capacitação das equipes que atuam nas frentes de combate à violência de gênero.

“Precisamos de mais unidades de atendimento especializado, de equipes bem preparadas e, principalmente, de uma rede de apoio real para as vítimas. A violência de gênero precisa ser combatida com ações concretas e estruturadas”, concluiu.

Inauguração da 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher em Campo Grande: um marco na proteção das mulheres

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, um passo importante foi dado no enfrentamento à violência doméstica e familiar no estado. Foi inaugurada a 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher em Campo Grande, mais uma medida de fortalecimento do sistema de justiça no combate à violência de gênero.

Com a criação dessa nova vara, o poder judiciário busca garantir que as mulheres vítimas de violência recebam um atendimento mais especializado e célere, um avanço crucial em um estado onde o número de feminicídios e agressões continua sendo motivo de preocupação.

A inauguração da 4ª Vara reflete a necessidade de uma estrutura judicial dedicada exclusivamente a casos de violência doméstica e familiar, proporcionando um atendimento mais eficaz e direcionado. Além disso, a medida integra as ações do governo do estado, que vêm sendo fortalecidas com o apoio de diversas entidades, incluindo a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, por meio de projetos como o da deputada Gleice Jane.

O avanço das políticas públicas e o compromisso com a proteção das mulheres

Tanto a proposta da deputada Gleice Jane quanto a inauguração da 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher indicam um avanço significativo nas políticas públicas de Mato Grosso do Sul para proteger as mulheres e combater a violência de gênero. Com a ampliação das iniciativas e a criação de novas estruturas, o estado dá passos importantes para garantir que as mulheres tenham acesso à justiça e proteção, refletindo um compromisso com a erradicação do feminicídio e o fortalecimento das políticas de apoio às vítimas.

A luta contra a violência doméstica e o feminicídio continua sendo uma prioridade nas agendas políticas de Mato Grosso do Sul, com iniciativas e projetos que visam transformar a realidade das mulheres do estado e garantir sua segurança e dignidade.

Casos registrados em 2025

Os últimos meses reforçaram a urgência dessas medidas. Cinco mulheres foram brutalmente assassinadas no estado apenas nos primeiros dois meses do ano:

  1. Karina Corim (Caarapó, janeiro de 2025): Morta pelo ex-marido, que não aceitava o fim do relacionamento.
  2. Vanessa Ricarte (Campo Grande, 12 de fevereiro de 2025): Jornalista esfaqueada pelo ex-noivo após denunciar violência doméstica.
  3. Juliana Domingues (BR-163, Nhu Porã, 18 de fevereiro de 2025): Indígena assassinada na presença do filho de 8 anos.
  4. Mirieli Santos (Água Clara, 22 de fevereiro de 2025): Empresária assassinada a tiros pelo ex-marido.
  5. Emiliana Mendes (Juti, 24 de fevereiro de 2025): Estrangulada pelo companheiro, que tentou ocultar o crime.
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