Influenciador paraibano também teve redes sociais bloqueadas e está proibido de manter contato com adolescentes citados nas investigações.
A Justiça da Paraíba autorizou, nesta quarta-feira (13), a realização de buscas no endereço do influenciador paraibano Hytalo Santos. A decisão, atendendo a um pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB), tem como objetivo apreender celulares, computadores e outros equipamentos usados nas gravações publicadas por ele. O influenciador é investigado por suposta exploração comercial de imagens de crianças e adolescentes nas redes sociais.
Até o momento, não há confirmação se o mandado já foi cumprido. Segundo o MP, Hytalo Santos foi ouvido em Bayeux, no dia 30 de maio deste ano, como parte de um dos braços do processo. Por medida de proteção e para evitar revitimização, as vítimas não foram ouvidas novamente, já que haviam prestado depoimento anteriormente em João Pessoa.
Além dessa apuração, um outro inquérito está em andamento, com previsão de conclusão do relatório na próxima semana.
Na terça-feira (12), a Justiça também determinou o bloqueio das contas do influenciador nas redes sociais e proibiu que ele tenha qualquer contato com os adolescentes citados nas investigações. A defesa informou que vai se manifestar nos autos.
Depoimentos e relatos
Um ex-funcionário de um condomínio onde Hytalo Santos viveu, na Grande João Pessoa, relatou à CBN que o influenciador mantinha uma relação conflituosa com outros moradores e com a administração. Segundo ele, eram frequentes festas no local, com consumo de drogas e bebidas alcoólicas, barulho na madrugada e, em alguns casos, presença de menores de idade. O ex-funcionário também afirmou ter visto preservativos descartados no chão.
De acordo com o relato, para driblar reclamações, Hytalo alugava imóveis usando contratos em nome de terceiros.
Contexto nacional
O caso ocorre em meio a um aumento das discussões sobre crimes virtuais contra crianças e adolescentes. Nesta semana, a CCJ da Câmara aprovou projeto que eleva penas para o crime de aliciamento de menores na internet. Já no Senado, foi aprovado convite ao influenciador Felca para participar de um debate sobre sexualização infantil nas redes.







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