A Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems) está prestes a dar mais um passo rumo à modernização completa dos seus serviços. A partir de outubro, um sistema baseado em Inteligência Artificial será integrado aos processos de abertura, alteração e fechamento de empresas no estado, trazendo mais velocidade, precisão e segurança jurídica para os empreendedores.
A novidade foi apresentada nesta semana ao secretário da Semadesc (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, durante a reunião do Conselho de Administração da Jucems — presidido por ele. Segundo Verruck, a nova tecnologia representa um avanço significativo na eficiência dos serviços prestados pelo órgão. “A ideia é lançar o sistema oficialmente durante o Congresso da Fenaju, que será realizado em setembro, aqui em Mato Grosso do Sul”, revelou.
Inicialmente, a IA será utilizada para conferir a documentação submetida em processos de alteração contratual de empresas. O sistema será capaz de identificar divergências entre formulários e documentos anexados, bem como possíveis inconsistências legais. Quando algum problema é detectado, o usuário é notificado e pode corrigir a informação antes de prosseguir. Caso a inconsistência permaneça, o processo é direcionado para análise humana.
A tecnologia, desenvolvida originalmente pela Junta Comercial do Rio Grande do Sul, já está em fase de testes no banco de dados da Jucems. A adaptação está sendo feita por meio de um convênio da RedeSim Conectada, que envolve nove juntas comerciais em parceria com o Sebrae, responsável pela transformação digital da Jucems.
Resultados práticos já aparecem
Desde a digitalização dos serviços, a Junta Comercial tem registrado recordes na criação de empresas. De janeiro até 18 de junho deste ano, foram abertas 6.507 novas empresas em Mato Grosso do Sul — um crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2023, que teve 5.727 registros. Todos os meses deste ano já superaram a marca de mil empresas abertas.
Apesar dos avanços, o presidente da Jucems, Nivaldo Domingos da Rocha, demonstrou preocupação com uma portaria recente da Receita Federal que pode atrasar os processos. A normativa exige que o CNPJ seja emitido separadamente, fora do sistema da Junta, o que, segundo ele, representa um retrocesso em relação à agilidade conquistada com a RedeSim. A questão será levada ao Congresso da Fenaju e discutida também com o Sebrae estadual.
Com a chegada da IA, a expectativa é de que os trâmites empresariais no estado sejam ainda mais rápidos e seguros, consolidando Mato Grosso do Sul como um ambiente cada vez mais favorável ao empreendedorismo.







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