Paralisação surpresa de motoristas deixa Campo Grande sem ônibus e reacende debate sobre intervenção no transporte público
Na manhã desta quarta-feira (22), Campo Grande amanheceu com terminais vazios e milhares de passageiros sem transporte coletivo. A paralisação surpresa dos motoristas, iniciada por volta das 5h30, durou cerca de uma hora e meia e causou transtornos em toda a cidade.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano (STTCU), o motivo da interrupção foi o atraso no pagamento do adiantamento salarial dos funcionários do Consórcio Guaicurus — empresa responsável pela operação do transporte público na capital.
Vereador pede intervenção imediata
O vereador Maicon Nogueira reagiu com indignação e afirmou que o episódio reflete o descontrole administrativo e a má gestão do consórcio.
“Essa paralisação é uma demonstração do caos instalado por essa empresa. Tiveram lucros milionários, não trocaram a frota, não deram condições dignas de trabalho aos funcionários. Cabe somente uma medida agora: intervenção!”, declarou o parlamentar.
Nogueira também cobrou uma postura firme do Ministério Público e do Executivo Municipal, alegando que “a atitude precisa ter nome: intervenção”.
Crise se arrasta há meses
Essa não é a primeira vez que o transporte coletivo de Campo Grande enfrenta problemas. O vereador já havia encaminhado um relatório ao Ministério Público apontando irregularidades no contrato e falta de transparência por parte do Consórcio Guaicurus.
Segundo o sindicato, uma nova paralisação total pode ocorrer na próxima segunda-feira (27), caso não haja acordo entre os trabalhadores e a empresa. A ameaça de nova greve preocupa principalmente quem depende dos ônibus para ir ao trabalho e à escola.







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