70 anos do Peão de Barretos: com tecnologia, tradição e shows, festa movimenta R$ 1,2 bilhão em 11 dias
A Festa do Peão de Barretos, conhecida como a “Disney sertaneja do Brasil”, promete movimentar aproximadamente R$ 1,2 bilhão na região na edição comemorativa de 70 anos, realizada entre 21 e 31 de agosto de 2025, conforme estimativa da Secretaria de Turismo.
Idealizado e coordenado por Jerônimo Luiz Muzeti, presidente da Associação Os Independentes, o evento transforma o parque de 2,1 milhões de m² em uma micro-cidade durante os 11 dias. Só a venda de ingressos e de produtos oficiais deve gerar entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões, com crescimento de 20% a 25% em relação à edição anterior.
A abrangência do evento impressiona: pessoas de 2.500 municípios já compraram ingressos, incluindo 680 cidades de Minas Gerais, 93% dos municípios do Rio de Janeiro e 80% do Espírito Santo.
Além dos clássicos rodeios e shows de música sertaneja, com embaixadora Ana Castela e apresentações de Zé Neto & Cristiano, Fernando & Sorocaba, e Chitãozinho & Xororó, o evento traz uma rica programação cultural com 130 shows, mais de 2.000 artistas, quadrilhas, desfiles de carros-de-boi, moda de viola, berrante e traços culturais como a queima do alho.
O parque, projetado por Oscar Niemeyer, funciona como uma cidade: conta com 1.500 sanitários com ar-condicionado e aromatizantes, pronto-socorros, ambulatório odontológico, corpo de bombeiros, polícias civil e militar, além de 110 transformadores de energia, para garantir o funcionamento ininterrupto.
Em termos de tecnologia e sustentabilidade, o evento se moderniza: ingressos são totalmente digitais com reconhecimento facial, o estacionamento é automatizado (sem bilhetes físicos), uma usina fotovoltaica abastece o parque, ainda com excedente para compensar o consumo de 4 mil kW nos 11 dias do evento, além de estação de tratamento de água, reciclagem especializada e participação em programas de créditos de carbono.
No quesito bem-estar animal, a festa mantém parceria com a FUNEP/UNESP, realizando estudos como ultrassom e monitoramento veterinário, com cerca de 5.000 animais e 3.500 competidores, e premiações que ultrapassam R$ 1,5 milhão.
Para 2026, a organização planeja renovação: palcos menores espalhados pelo parque para descongestionar os principais e possibilitar ingressos mais acessíveis. A tradição, no entanto, será preservada, conforme destacam os mais de 70 anos de história e o legado cultural.







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