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Fenômeno da “psicose de IA” levanta preocupação sobre dependência em chatbots

por | ago 22, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Especialistas alertam para “psicose de IA” e riscos de dependência em chatbots

O avanço das ferramentas de inteligência artificial tem levantado preocupações sobre efeitos psicológicos em usuários. O chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, chamou atenção para relatos crescentes de pessoas que sofrem da chamada “psicose de IA” — termo não clínico usado para descrever quando alguém perde a noção da realidade ao interagir com chatbots como ChatGPT, Claude e Grok.

Segundo Suleyman, o risco não está em a IA ser consciente — o que não ocorre hoje —, mas na forma como as pessoas passam a percebê-la. “Se as pessoas a percebem como conscientes, vão acreditar nessa percepção como realidade”, afirmou.

Relatos de usuários

Casos descritos incluem pessoas que acreditaram ter descoberto funções secretas, desenvolvido relações românticas com sistemas de IA ou até recebido “superpoderes divinos”. Um homem chegou a cancelar ajuda jurídica real porque confiava apenas nas respostas de um chatbot e acabou enfrentando um colapso psicológico.

Em outros exemplos, usuários relataram sofrimento emocional após acreditarem que eram parte de experimentos secretos ou que eram únicos para determinada ferramenta. Em comum, todos descreveram como se afastaram da realidade.

Impactos para a saúde

Especialistas da área médica alertam que, assim como hábitos nocivos, o uso exagerado dessas ferramentas pode afetar a saúde mental. Há quem defenda que, no futuro, médicos perguntem a pacientes sobre o uso de IA da mesma forma que hoje questionam sobre tabagismo ou consumo de álcool.

Uma pesquisa recente apontou que 20% das pessoas acreditam que menores de 18 anos não deveriam usar IA. Mais da metade dos entrevistados considera inadequado que a tecnologia se apresente como uma pessoa real, embora parte aceite que ela utilize voz para soar mais humana.

Chamado por mais responsabilidade

Mustafa Suleyman reforçou que empresas não devem afirmar ou sugerir que suas ferramentas são conscientes. Para ele, é preciso estabelecer regras mais rígidas e garantir que os usuários mantenham os pés na realidade.

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