A produção de ovos em Mato Grosso do Sul segue em ritmo acelerado e já projeta saltos ainda maiores para os próximos anos. De acordo com dados do IBGE, em 2023 o estado produziu mais de 1,1 bilhão de unidades, com destaque para os municípios de Terenos, Ivinhema e Dourados, responsáveis por mais da metade do volume total.
Mas não é apenas o consumo interno que movimenta esse mercado. O setor de avicultura de postura sul-mato-grossense vem ganhando força nas exportações, principalmente para os Estados Unidos. Impulsionado por surtos de gripe aviária em território norte-americano, que forçaram a eliminação de mais de 123 milhões de aves desde 2022, o país tem buscado alternativas no mercado internacional — e Mato Grosso do Sul vem se destacando nesse cenário.
As exportações de ovos para os EUA mais que dobraram de um ano para o outro: de 1,1 milhão de quilos em 2023 para mais de 2 milhões em 2024. E só nos três primeiros meses deste ano, já foram enviados 840 mil quilos. Além dos norte-americanos, outros países como Chile, Colômbia e Filipinas também estão na lista de compradores, ampliando o alcance internacional da produção local.
O Brasil, inclusive, lidera o ranking de fornecedores de ovos para os Estados Unidos no primeiro trimestre de 2024, com aumento de 346% nas exportações segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).
De olho nesse potencial, grandes empresas do setor já preparam expansões expressivas. A cooperativa Camva, com produção diária de cerca de 1 milhão de ovos, estuda aumentar o volume de acordo com a demanda do mercado. Já o Grupo Yabuta, que atualmente produz 2,4 milhões de ovos por dia, está construindo um complexo de cinco novos aviários em Nova Andradina, no distrito de Nova Casa Verde.
Com previsão de início das operações para 2027, o novo empreendimento contará ainda com uma fábrica de ração própria, elevando a produção diária da Yabuta para 3,8 milhões de unidades. A iniciativa conta com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Nova Andradina, que executaram obras de infraestrutura para facilitar o acesso à granja.
Para o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, o cenário é altamente favorável: “Temos alto nível de biossegurança, logística eficiente e forte produção de grãos. A avicultura de postura é uma excelente alternativa econômica para Mato Grosso do Sul”, afirmou.
O investimento reforça a determinação do governador Eduardo Riedel em impulsionar o desenvolvimento regional, com geração de empregos e fortalecimento do setor produtivo.







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