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Ex-coordenador da Apae é preso pela segunda vez em esquema de desvio de R$ 8 milhões que prejudica famílias de pacientes ostomizados

por | mar 10, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Na manhã desta segunda-feira (10), Paulo Henrique Muleta Andrade, ex-coordenador da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Campo Grande, foi preso pela segunda vez, em mais uma fase da Operação Occulto. A prisão foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Camapuã.

O desvio de R$ 8.066.745,25 destinado ao tratamento de pacientes ostomizados gerou um sentimento de revolta entre as mães que dependem desses recursos para garantir a qualidade de vida de seus filhos. “É uma sensação de impotência, ver o que nos foi roubado e não poder fazer nada. Eles estão levando o que é nosso, o que deveria ser utilizado para o tratamento dos nossos filhos.” Essas palavras, ditas por uma mãe que preferiu não se identificar, refletem o desespero e a indignação das famílias que, todos os dias, lutam contra o sistema de saúde pública.

Esses recursos, que deveriam garantir produtos e serviços essenciais para o tratamento de pacientes ostomizados, foram desviados por meio de empresas de fachada que simulavam vendas para o governo. Isso fez com que as famílias enfrentassem ainda mais dificuldades para conseguir o atendimento adequado, o que já é um desafio constante no sistema público de saúde.

Além disso, os investigados usaram mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar os valores desviados, e um dos envolvidos tentou obstruir a justiça, transferindo aproximadamente R$ 500 mil para evitar que os bens fossem sequestrados pela justiça.

O nome da operação, “Occulto”, faz referência à ocultação dos recursos desviados e também à tentativa de Paulo Henrique de deixar o país, com a solicitação de cidadania italiana. Isso só aumenta a indignação, pois enquanto as mães sofrem para garantir os cuidados essenciais, aqueles que deveriam garantir a transparência e a justiça se preparam para fugir das consequências de seus crimes.

Paulo Henrique já havia sido preso em dezembro de 2023, na Operação Turn Off, e, com essa nova prisão, o esquema criminoso dentro da Apae se torna ainda mais evidente. As famílias que confiam no sistema de saúde público agora enfrentam não só a escassez de recursos, mas também a crueldade de verem o dinheiro que deveria ser destinado a seus filhos sendo desviado para fins pessoais de criminosos.

Nota: A defesa de Paulo Henrique, representada pela advogada Rejane Alves de Arruda, afirmou que se manifestará assim que tiver acesso completo aos autos do processo.

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