Gabriel Medina surfa “ondas ancestrais” na Amazônia e no Peru em expedição cultural
Gabriel Medina partiu em uma jornada de reconexão com as raízes do surfe entre a Amazônia e o litoral peruano. A viagem começou às margens da Sumaúma, no Maranhão, onde ele refletiu sobre a ancestralidade e os rituais da natureza.
Na sequência, seguiu para Pacasmayo, no Peru — local considerado por muitos como um dos berços do surfe — para surfar utilizando um caballito de totora, embarcação feita artesanalmente pelos pescadores peruanos. A embarcação antiga ilustra como o surfe pode ter raízes nas práticas de pesca que aproveitavam as ondas para retornar ao litoral.
O campeão mundial destacou que a experiência o fez enxergar o surfe sob uma nova perspectiva. Para Medina, mais do que uma prática esportiva, a modalidade também carrega valores culturais e espirituais que atravessam gerações. “É sobre respeitar quem veio antes de nós e reconhecer que o surfe é muito mais do que pranchas modernas: é tradição e conexão com a natureza”, compartilhou o surfista.
Pesquisadores lembram que os registros históricos da costa peruana mostram pescadores utilizando os caballitos de totora há mais de 3 mil anos, evidenciando como o ato de deslizar sobre as ondas não é uma invenção recente, mas sim uma prática ancestral. Nesse sentido, a viagem de Medina contribui para ampliar o olhar sobre a história do surfe e aproximar o público da sua herança cultural.
Medina fez questão de documentar os bastidores da viagem, evidenciando não apenas a técnica, mas o simbolismo cultural envolvido. A conexão entre natureza, história e esporte guiou cada etapa da expedição.







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