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Do burnout à prevenção: o Brasil precisa agir antes que seja tarde demais

por | nov 12, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Saúde mental vira prioridade nacional — e alerta vermelho é acionado nas empresas

O Brasil vive uma epidemia silenciosa. De acordo com o Ipsos Health Service Report 2025, 52% dos brasileiros apontam a saúde mental como sua maior preocupação, um salto impressionante em relação a 2018, quando apenas 18% se diziam preocupados com o tema. O dado reflete uma mudança profunda no modo como a população encara o equilíbrio emocional — e o tamanho do problema que se impõe à sociedade.

Segundo o Ministério da Previdência Social, 472.328 afastamentos do trabalho foram concedidos em 2024 por transtornos mentais e comportamentais, um aumento de 67% em relação a 2023 — o maior número já registrado na série histórica. O país vive, na prática, uma crise de saúde mental sem precedentes.

Nas empresas, o cenário é igualmente preocupante. Um levantamento da Gupy, plataforma de tecnologia para RH, revela que quase sete em cada dez profissionais brasileiros se sentem emocionalmente sobrecarregados. Metas inalcançáveis, cultura do “sempre disponível”, falta de reconhecimento e gestão disfuncional estão entre os principais gatilhos. Os sintomas mais comuns são estresse (46%), tristeza (25%) e raiva (18%).

No contexto global, a OMS alerta que os transtornos mentais já comprometem mais de 15% da força de trabalho, com impacto direto na produtividade e aumento da rotatividade.

“O grande desafio hoje é tirar a saúde mental do campo do tratamento e levá-la para o campo da prevenção”, destaca o psiquiatra Ricardo Patitucci (PUC-PR / UFRJ). “A maioria das empresas ainda atua de forma reativa, só age quando o colaborador adoece ou apresenta um atestado.”

O recado é claro: ignorar o tema não é mais uma opção. A saúde mental deixou de ser uma pauta de bem-estar e passou a ser um indicador de sustentabilidade corporativa e social. Organizações que não enfrentarem o problema correm o risco de perder talentos, produtividade e reputação.

O Brasil, que já lidera índices de ansiedade e depressão no mundo, precisa agora virar o jogo — investindo em prevenção, cultura de apoio e líderes emocionalmente preparados. O alerta foi dado. E o tempo para agir é agora.

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