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Dignidade Menstrual: MS lidera produção de absorventes em presídios e se torna referência nacional

por | abr 3, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Mato Grosso do Sul se destaca como o primeiro estado do Brasil a colocar em prática o Programa Dignidade Menstrual, uma iniciativa inovadora que garante a produção de absorventes dentro de unidades prisionais. O programa não apenas assegura o acesso a itens essenciais de higiene para mulheres privadas de liberdade e em situação de vulnerabilidade social, mas também promove a capacitação profissional e a remição de pena das internas envolvidas na fabricação dos produtos.

A iniciativa é conduzida pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e faz parte de um projeto da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais). As primeiras entregas de absorventes já começaram, beneficiando internas dos presídios femininos Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande, e de Rio Brilhante. No total, 17 detentas foram treinadas para operar os equipamentos e iniciar a produção.

Para garantir a qualidade do material, o estado adquiriu quatro kits de maquinário, contendo esterilizadora, mesa de corte e máquina especializada para manuseio da manta acrílica. A previsão é expandir a iniciativa para unidades femininas em Corumbá e Ponta Porã, além de presídios masculinos em uma fase futura.

Além de atender as internas, o programa busca parcerias com municípios para distribuir os absorventes a comunidades vulneráveis. Em Rio Brilhante, por exemplo, a Secretaria Municipal de Educação fornece insumos para a produção, permitindo que os absorventes sejam enviados a escolas, hospitais e postos de saúde. Esse modelo já vem sendo replicado para atender presídios que ainda não possuem oficinas próprias.

A ação pioneira de Mato Grosso do Sul está servindo de referência para outros estados, como o Rio de Janeiro, que pretende adotar o mesmo formato. “Nosso compromisso vai além dos muros das unidades prisionais. Estamos promovendo inclusão social, dignidade para as pessoas que menstruam e ressocialização das internas por meio do trabalho produtivo”, afirmou Rodrigo Rossi Maiorchini, diretor-presidente da Agepen.

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