A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou um requerimento solicitando esclarecimentos sobre a recepção lúdica realizada pela professora transgênero Emy Santos na Escola Municipal Irmão Zorzi, em Campo Grande. A iniciativa partiu do deputado João Henrique Catan (PL), que questionou a atividade por meio de um pedido formal direcionado à prefeita Adriane Lopes (PP) e ao secretário municipal de Educação, Lucas Bittencourt.
Com 11 votos favoráveis e três contrários, o requerimento busca entender os objetivos pedagógicos da apresentação, sua compatibilidade com o plano de ensino e se houve comunicação prévia aos pais e à comunidade escolar. A atividade, que ocorreu no início do ano letivo, foi compartilhada nas redes sociais da professora, mas posteriormente deletada devido à repercussão.
Professora entra na Justiça contra ataques
Após a repercussão do caso, a professora Emy Santos acionou a Justiça contra o deputado João Henrique Catan e outros políticos, solicitando a remoção dos vídeos divulgados nas redes sociais. A docente afirma ter sido alvo de falas transfóbicas durante uma sessão da Assembleia Legislativa, no dia 11 de fevereiro.
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou, por meio de nota, que o uso de fantasias é permitido em atividades lúdicas da educação infantil, mas que o caso será apurado.
A ação judicial foi movida pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, que pede que o processo tramite em segredo de justiça para proteger a professora. Além da remoção dos conteúdos, a Defensoria solicita uma multa diária de pelo menos R$ 1 mil caso os envolvidos não cumpram a decisão.
O episódio gerou debates sobre inclusão e liberdade pedagógica no ambiente escolar, levantando questões sobre os limites entre práticas educativas e a influência política sobre o ensino público.







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