O deputado estadual Junior Mochi (MDB) protagonizou uma denúncia de grande repercussão na sessão ordinária desta quarta-feira (14), ao revelar que a concessionária CCR MSVia teria omitido R$ 638 milhões da arrecadação de pedágios da BR-163, em Mato Grosso do Sul, entre 2022 e 2025.
Com base no balanço oficial do 1º trimestre de 2025, divulgado pela imprensa, Mochi afirmou que os valores não constam nos relatórios públicos da empresa. Para ele, o caso configura possível maquiagem contábil, com indícios de desvio de informação e prática criminosa.
“Uma empresa que maquia a própria receita para interferir na tarifa de pedágio não pode disputar a repactuação da concessão. É preciso cancelar esse leilão, previsto para o próximo dia 22. A população exige uma resposta séria”, declarou o parlamentar.
Atuação firme no MPF
Demonstrando ação imediata, Junior Mochi encaminhou requerimento ao Ministério Público Federal (MPF), solicitando que os dados da nova denúncia sejam formalmente anexados ao inquérito já em andamento sobre a concessão da BR-163.
“O MPF deve aprofundar as investigações, inclusive com medidas cautelares, se necessário, para garantir o interesse público e proteger os usuários da rodovia”, reforçou Mochi.
Mobilização na Assembleia e apoio dos colegas
A denúncia mobilizou a Assembleia Legislativa. O presidente da Casa, Gerson Claro (PP), sugeriu que os municípios afetados pela rodovia realizem auditorias independentes, uma vez que a suposta subnotificação de arrecadação impacta diretamente os repasses do ISS aos cofres municipais.
O deputado Pedrossian Neto (PSD) propôs que o presidente da CCR MSVia seja convocado para prestar esclarecimentos públicos na Assembleia.
Parlamentares como Mara Caseiro (PSDB), Lidio Lopes (Sem Partido) e Coronel David (PL) também se manifestaram em apoio à iniciativa de Mochi, condenando a falta de transparência da concessionária.
“Essa denúncia, liderada pelo deputado Mochi, revela uma gestão irresponsável da CCR MSVia. Não podemos permitir que o interesse público seja lesado”, declarou Mara Caseiro.
Com a pressão crescente, a expectativa agora gira em torno da resposta do MPF e da possibilidade real de suspensão do leilão da BR-163, marcado para os próximos dias.







0 comentários