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De rede social a gigante do e-commerce: TikTok cresce 25x em 4 meses no Brasil

por | set 19, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

TikTok Shop acelera no Brasil e já desafia o domínio do Mercado Livre no e-commerce

O Mercado Livre, líder absoluto do e-commerce brasileiro, enfrenta um rival inesperado: o TikTok.

Lançada em maio, a plataforma TikTok Shop já movimenta cerca de US$ 46 milhões por mês, após crescer 25 vezes em apenas quatro meses — um ritmo que já representa aproximadamente 2% do GMV do Meli no Brasil em 2025, segundo relatório do Itaú BBA.

Crescimento relâmpago

O BTG Pactual classifica o Brasil como um dos mercados “flagship” da rede social, servindo de campo de prova para seu modelo de monetização. Além de influente entre jovens, o TikTok tem mostrado força em moldar tendências de consumo em escala.

Metade das vendas no Brasil acontece no marketplace da aba Shop, tornando a experiência comparável à do Mercado Livre. Vídeos curtos e transmissões ao vivo respondem pelo restante: 25,7% e 23,4%, respectivamente.

Categorias em destaque

Beleza e cuidados pessoais lideram as vendas, com 21% de participação, seguidos por vestuário feminino, produtos digitais e saúde/bem-estar — segmentos com forte apelo entre o público jovem.

Estratégia em loop fechado

Segundo o BTG, o diferencial do TikTok está no “modelo de atribuição em loop fechado”, permitindo ao lojista rastrear a jornada completa do consumidor. Isso coloca a plataforma em competição direta com Mercado Livre, Shopee e Amazon, que apostam em logística e frete grátis.

“O duplo flywheel (anúncios + comércio) posiciona o TikTok para desafiar os incumbentes tanto na mídia digital quanto no e-commerce”, aponta o relatório.

Concorrência em ebulição

O cenário do e-commerce brasileiro está em modo turbo. A Shopee cresce 60% a 70% ao ano, mais que o dobro do Meli. A Amazon, por sua vez, amplia o investimento em logística, novas ferramentas para sellers e planeja dobrar as vendas em 2025.

Diante disso, analistas preveem que o Meli poderá enfrentar revisões negativas nos lucros do 3º trimestre, com maior pressão em margens e necessidade de reforçar programas de fidelidade, pagamentos e infraestrutura logística.

A disputa, embora positiva para acelerar a migração do consumo offline para o online, deve elevar os custos de marketing e reduzir a rentabilidade de todos os players. Para o Mercado Livre, o desafio é equilibrar crescimento e lucratividade em um ambiente cada vez mais competitivo.

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