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De 115 a 32 quilos: fotógrafa quase morre após bariátrica e hoje inspira como influenciadora plus size

por | out 9, 2025 | NOTÍCIAS | 0 Comentários

Entre a vida e a morte: fotógrafa quase morre após cirurgia bariátrica e hoje inspira mulheres como criadora plus size

A fotógrafa Uli Suellen, de 34 anos, viveu um dos capítulos mais desafiadores de sua vida após uma cirurgia bariátrica que quase lhe custou a vida. Indicada ao procedimento quando pesava 115 quilos, Uli chegou a pesar apenas 32 quilos, enfrentou desnutrição severa, queda de cabelo, perda de memória e dificuldades motoras. Hoje, ela se recuperou, reverteu a cirurgia e usa sua história para inspirar outras mulheres nas redes sociais como criadora de conteúdo plus size.

Segundo Uli, a busca médica não tinha relação com o peso. “Procurei um especialista para tratar uma gastrite. Fiz os exames e, a partir daí, ele começou a insistir que eu precisava de uma bariátrica. Fiquei assustada, mas confiei por ele ser médico”, conta. Um segundo profissional reforçou a recomendação dizendo que, se não fizesse a cirurgia, ela poderia morrer.

O especialista em obesidade e diabetes Ricardo Cohen, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, reforça que a bariátrica deve ser indicada de forma criteriosa.

“O paciente precisa entender que a cirurgia é um tratamento para uma doença crônica, não uma medida estética. É essencial compreender as mudanças fisiológicas, os riscos e a necessidade de acompanhamento multiprofissional”, explica o médico.

Complicações e luta pela vida

Após o procedimento, Uli seguiu todas as orientações médicas, incluindo a dieta líquida pré-operatória. No entanto, ao retornar para casa, o corpo não reagiu bem. “Não conseguia tomar água nem me alimentar. Liguei para o médico e ele disse que era normal, parte da adaptação”, relembra.

Com o passar dos dias, o quadro se agravou. A fotógrafa foi internada em estado crítico, com desidratação severa e potássio baixo, e permaneceu um mês na UTI. Mesmo assim, recebeu alta sem conseguir se alimentar. Pouco depois, voltou ao hospital, onde passou por novas cirurgias, sem sucesso.

“Perdi o movimento das pernas, dos braços e parte da visão. Minha voz falhava e tive hemorragias. Também parei de menstruar e comecei a perder a memória”, recorda. A falta de nutrientes provocou queda de cabelo, deterioração dos dentes e fragilidade extrema.

Reversão e renascimento

Somente na terceira internação, quando pesava 32 quilos, os médicos decidiram reverter a bariátrica. “Eu estava morrendo”, afirma.
O processo de recuperação foi longo. Uli precisou reaprender a comer e passou por um intenso acompanhamento psicológico e psiquiátrico para superar o trauma.

Hoje, totalmente reabilitada, ela compartilha seu dia a dia como criadora de conteúdo plus size. “A reversão da bariátrica me salvou. Aprendi a me amar e a respeitar meu corpo. Quero mostrar às pessoas que autoestima não tem a ver com peso, mas com saúde e amor-próprio”, reflete.

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