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Da dor à descoberta: professora da UnB cria tecnologia que pode salvar milhões de diabéticos da amputação

por | out 28, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Inovação da UnB pode transformar o tratamento de feridas crônicas e salvar milhares de diabéticos da amputação.

A dor que virou ciência e esperança

Foi a partir de uma dor pessoal que a professora Suélia Rodrigues, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), encontrou inspiração para mudar vidas. Ao ver o pai sofrer com feridas que não cicatrizavam por causa da diabetes, ela decidiu transformar a angústia em propósito — e, depois de quase duas décadas de pesquisa, desenvolveu uma tecnologia capaz de acelerar a cicatrização de feridas e evitar amputações.

“Ver meu pai sofrer me fez perceber que era possível unir ciência e empatia”, relembra Suélia. “Eu queria que outras pessoas não precisassem passar por aquilo.”


Rapha: o anjo da cicatrização

O resultado dessa jornada é o Rapha, um dispositivo inovador que combina luz terapêutica de LED com um curativo de látex natural — material totalmente brasileiro e biocompatível. O nome vem do hebraico Rafael, que significa “cura”.

O aparelho foi criado dentro do Grupo de Engenharia Biomédica da UnB, coordenado por Suélia e o pesquisador Adson Ferreira da Rocha. Juntos, eles desenvolveram uma solução que estimula o crescimento de novos vasos sanguíneos e a regeneração da pele, combatendo uma das principais causas de amputação em pessoas com pé diabético.

O uso é simples: o paciente aplica a lâmina de látex sobre a ferida e recebe a luz LED por cerca de 30 minutos. O processo é repetido diariamente e tem mostrado resultados promissores em cicatrização acelerada.


Tecnologia 100% nacional e de impacto social

Mais do que uma inovação médica, o Rapha é um exemplo de tecnologia feita no Brasil, para brasileiros. O curativo utiliza látex de seringueiras nacionais e foi pensado para ser acessível e escalável — com potencial de chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS) após aprovação regulatória.

O dispositivo já recebeu selo de segurança do Inmetro e aguarda o registro da Anvisa para iniciar a produção em larga escala, em parceria com a empresa Life Care Medical, de São Paulo.


Um futuro de cura e inclusão

A proposta é levar o Rapha às unidades de saúde pública, especialmente em regiões com alta incidência de diabetes e dificuldades de acesso a tratamentos avançados.
“Nosso sonho é que ninguém mais precise perder um membro por falta de tratamento”, afirma Suélia.

O projeto mostra o poder da ciência brasileira quando se alia à sensibilidade humana — e como a dor pode, sim, ser o ponto de partida para uma grande transformação.

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