A taxa de cura do câncer de próstata pode atingir até 98%, segundo o supervisor de robótica da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Gilberto Laurino Almeida. O especialista ressalta que o sucesso do tratamento depende diretamente do diagnóstico precoce.
“No início da doença, a chance de cura é alta. Se foi tratado com a doença em estágio mais avançado, a chance é menor”, destacou Almeida.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 71.730 novos casos da doença em 2025. No ano passado, 17.093 brasileiros morreram em decorrência do câncer de próstata — uma média de 47 mortes por dia.
Almeida reforça que o diagnóstico precoce é a chave para aumentar as chances de cura:
“A cura chega a até 98%, mas, para isso, tem que ser diagnosticado no estágio inicial.”
Novembro Azul reforça cuidados com a saúde masculina
A Campanha Novembro Azul 2025, organizada pela SBU, tem como objetivo estimular os homens a cuidarem mais da própria saúde.
“Não é só a próstata. É a saúde do homem que está em jogo. Para viver mais, o homem precisa se cuidar mais”, afirmou o especialista.
Cirurgia robótica e o desafio no SUS
Outro ponto abordado por Almeida foi a cirurgia robótica, tecnologia que representa um grande avanço no tratamento do câncer de próstata. No entanto, a implementação no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda enfrenta obstáculos.
“Embora todos nós tenhamos consciência de que essa tecnologia é excelente e que deva entrar no SUS, o momento foi um pouco no atropelo, porque não existe robô no SUS para atender esses pacientes. Ou existem poucos”, explicou.
A expectativa é que o avanço da robótica na saúde pública ajude a reduzir complicações, acelerar recuperações e ampliar as chances de cura, especialmente em casos detectados precocemente.







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