Com a chegada de uma nova frente fria a Mato Grosso do Sul neste fim de semana, os tutores de pets precisam estar atentos aos cuidados com seus animais de estimação. A queda nas temperaturas pode trazer riscos significativos à saúde de cães e gatos, como explica a médica veterinária Layssa Gomes Ossuna (CRMV/MS 8115).
Segundo a veterinária, o frio intenso afeta diretamente a imunidade dos pets, deixando-os mais suscetíveis a doenças respiratórias. “Essa época do ano é propícia para queda de imunidade e surgimento de doenças, independentemente da raça ou porte do animal. Todos os pets são vulneráveis ao frio”, afirmou.
Um dos principais sinais de alerta está no comportamento dos bichinhos. “Eles tendem a ficar mais deitados, procuram por fontes de calor como cobertores. Tremores, orelhas geladas e respiração mais lenta são indícios claros de que eles estão sofrendo com a baixa temperatura”, destacou Layssa.
🐾Filhotes e idosos: atenção redobrada
Filhotes e animais idosos requerem cuidados extras. “Os filhotes, por exemplo, não sabem se proteger sozinhos e podem sofrer de hipotermia com facilidade. Já os pets mais velhos costumam ter dores articulares que se intensificam com o frio”, explica a veterinária.
Para esses casos, a profissional recomenda manter os acompanhamentos com o médico veterinário e seguir à risca os tratamentos e medicações já prescritos.
🐾Mudanças climáticas e raças sensíveis
A médica veterinária também alerta para os efeitos das mudanças climáticas que vêm sendo registradas em Campo Grande. “Raças braquicefálicas, como pug e buldogue, sofrem muito com essas oscilações de temperatura. É importante observar sinais de desconforto respiratório nesses animais”, ressaltou.
🐾Alimentação, banho e proteção
Layssa explicou que durante o frio a demanda energética dos pets aumenta, o que torna ainda mais importante garantir que eles estejam se alimentando bem. A hidratação também deve ser incentivada. “A ingestão de água é fundamental para manter o sistema imunológico equilibrado”, afirmou.
Em relação aos banhos, a recomendação é espaçar mais as lavagens, desde que o pet não tenha doenças de pele que exijam o chamado “banho terapêutico”. “Se o pet for tomar banho, é essencial secar bem, para evitar proliferação de fungos. E nada de tosar! O pelo é responsável pela termorregulação do corpo do animal”, orientou.
Para os animais que vivem em áreas externas, a proteção contra o vento é indispensável. “Eles precisam de casinhas, cobertores, roupas adequadas. E é bom lembrar que nem todos os animais aceitam usar roupa, mas, para os que aceitam, é importante escovar os pelos para evitar nós.”
🐾Vacinação e prevenção
Por fim, Layssa reforça que a prevenção é sempre o melhor caminho. “Além dos cuidados com abrigo, alimentação e hidratação, é fundamental manter a vacinação em dia, especialmente contra doenças respiratórias. E qualquer dúvida, o tutor deve procurar um veterinário de confiança”, concluiu.
A médica se colocou à disposição dos tutores que tenham dúvidas ou precisem de orientações. “É um tema amplo, e cada animal tem suas particularidades. Estou aqui para ajudar quem precisar proteger seus pets nesse frio” , destacou.
👉 Para mais dicas e orientações, siga a Dra. Layssa nas redes sociais: @layssaossuna.







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