Oficina “Contos e Cantigas” celebra a arte de narrar e cantar na Casa de Cultura
Entre histórias e melodias, nasce o projeto “Contos e Cantigas”, uma oficina que une música, literatura e oralidade em um espaço de afeto e criação. Realizada pelo Instituto Curumins, com Marta Cel e Conceição Leite à frente da condução artística, a atividade acontece nos dias 13, 20 e 27 de novembro (17h às 19h) e 29 de novembro (9h às 11h), na Casa de Cultura.
A participação é gratuita, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (67) 99628-2337 (Anamaria Santana).
Voltada a professores, educadores sociais, contadores de histórias e curiosos da arte da palavra, a oficina propõe um mergulho na escuta e na partilha, integrando técnicas de contação, criação autoral e música ao vivo.
Segundo Conceição Leite, o projeto é resultado de uma parceria afetiva e artística de longa data.
“Contos e Cantigas é algo que eu e a Marta desenvolvemos há muito tempo. A Maria Rita, nossa pianista, também faz parte dessa história. Unimos nossas artes para criar experiências em que a música e a narrativa caminham juntas”, comenta.
A oficina convida o público a revisitar memórias e transformar vivências em histórias e canções, estimulando a criação autoral e o fortalecimento da tradição oral.
Para Marta Cel, a música é um elemento essencial da proposta:
“A música amplia o alcance das narrativas. Ela cria atmosferas, intensifica sentimentos e transforma o momento da contação em algo coletivo e sensorial.”
Ao final das atividades, os participantes se apresentarão ao público, formando um coro de narrativas e melodias. A ideia é que cada voz conte e cante, multiplicando histórias para novos espaços — escolas, bibliotecas e praças.
“Queremos ampliar o número de pessoas interessadas em se tornar contadoras e contadores de histórias. Essa arte aproxima, emociona e educa”, destaca Conceição.
Em tempos de excesso digital, “Contos e Cantigas” surge como um convite ao reencontro com a escuta, o corpo e a presença — lembrando que, antes das telas, era a voz quem tecia o tempo.
O projeto tem apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), e é operacionalizado pela Prefeitura de Campo Grande, via Fundac (Fundação Municipal de Cultura).







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