Tudo aconteceu em ritmo de jogo decisivo. Na noite desta quinta-feira, a Confederação Brasileira de Futebol viveu uma reviravolta: Ednaldo Rodrigues foi oficialmente afastado do cargo de presidente, e Fernando Sarney assumiu como interventor da entidade. Mas o mais chocante ainda estava por vir — com base no Estatuto da CBF, Sarney não perdeu tempo e já convocou, em caráter de urgência, novas eleições para definir o comando da CBF no quadriênio 2025-2029.
Corrida contra o tempo
O Estatuto prevê um prazo de até 30 dias para convocação das eleições em caso de vacância da presidência. E a velocidade dos acontecimentos aponta para um pleito antecipado. Sarney já assinou o termo de posse e prometeu divulgar datas e procedimentos “com a máxima brevidade”.
Ao mesmo tempo, nos bastidores, um grupo formado por 19 federações estaduais iniciou uma articulação política intensa. O grupo divulgou um manifesto em prol da estabilidade da CBF, com críticas indiretas à gestão de Ednaldo — o mesmo que, ironicamente, havia sido eleito com apoio unânime dessas mesmas entidades há apenas dois meses.
Quem está no páreo?
O nome mais forte entre os articuladores é Samir Xaud, presidente da Federação Roraimense (FRF), que desponta como favorito do grupo das federações. Porém, outros nomes devem surgir nos próximos dias, como o de Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF).
E, sim: Ednaldo pode se candidatar novamente, mesmo após o afastamento. Inclusive, o próprio Sarney, ainda que provisório, poderia tentar emplacar uma candidatura para permanecer no cargo por mais quatro anos.
Regras do jogo
O Estatuto da CBF, cuja última versão pública é de 2017, não impõe requisitos técnicos ou acadêmicos aos candidatos. Na prática, qualquer pessoa pode concorrer, desde que consiga apoio político mínimo: 4 federações estaduais + 4 clubes das Séries A ou B.
Quando será a eleição?
Apesar do prazo legal de 30 dias, Sarney ainda não cravou uma data. A expectativa é que isso ocorra já na próxima semana, dada a urgência e o ritmo das movimentações internas.
E agora??
A sucessão na CBF virou uma corrida contra o tempo — e uma batalha política de bastidores. Com o futuro do futebol brasileiro em jogo, o que se desenha é um cenário de incertezas, alianças relâmpago e, claro, muita disputa por poder. Quem vai comandar a CBF nos próximos anos? A resposta pode vir mais rápido do que o torcedor imagina.
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