O cineasta, jornalista e articulador cultural Cândido Alberto da Fonseca faleceu nesta quarta-feira (23), aos 71 anos, em Campo Grande (MS). Natural do Rio de Janeiro, mas profundamente enraizado em solo sul-mato-grossense, Cândido construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo no audiovisual e pela defesa intransigente da cultura regional.
Figura incontornável na história do cinema de Mato Grosso do Sul, Cândido deixa como herança uma obra sólida e uma luta contínua pela valorização da identidade cultural do Estado. Seu nome ficou eternizado com o documentário Conceição dos Bugres, de 1980 — registro audiovisual histórico da renomada artista popular — considerado uma joia da memória cultural sul-mato-grossense.
Além da carreira no cinema, Cândido foi teatrólogo, roteirista e gestor público. Esteve à frente da Fundação de Cultura de MS nos anos 1980 e integrou importantes conselhos de cultura, tanto em nível municipal quanto estadual. Seu envolvimento ultrapassava o fazer artístico: era também um ativista das políticas públicas de cultura, reconhecido por sua sensibilidade, coragem e compromisso com o fomento à arte.
A cineasta Marinete Pinheiro, ex-diretora do MIS (Museu da Imagem e do Som), destacou a amplitude de sua atuação:
“Cândido ocupou um lugar difícil e essencial. Seu legado vai além do cinema — ele foi relevante na música, na memória e na luta política pela arte.”
A Fundação de Cultura de MS publicou nota oficial lamentando a perda e exaltando a importância do cineasta:
“Mais do que um artista, foi um militante aguerrido. Sua sensibilidade e coragem inspiraram gerações. Sua arte permanece, e seu legado ecoará entre nós.”
O velório de Cândido acontece nesta quarta-feira (24), a partir das 10h, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, no Teatro Aracy Balabanian, localizado na Rua 26 de Agosto, em Campo Grande.
Cândido Alberto da Fonseca se despede deixando um legado inestimável e eterno na história da cultura sul-mato-grossense.







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