Um olhar sensível sobre ancestralidade, cultura e diversidade religiosa
O curta-documentário Ìlê Asè Efunsola Àjagúnà convida o público a mergulhar no cotidiano de uma casa de Candomblé, destacando os laços de pertencimento e a resistência das religiões de matriz africana no Brasil. Sob a direção de Mariane Lopes, a obra propõe uma abordagem sensível e decolonial, desconstruindo estereótipos e promovendo reflexões sobre a diversidade religiosa e a preservação da identidade afro-brasileira.
“Nosso objetivo não é apenas documentar um espaço religioso, mas mostrar que o Candomblé é amor, cultura e tradição. É um refúgio e um lugar de resistência para muitas pessoas.” – Mariane Lopes, diretora do documentário.
Sem focar nos rituais religiosos, o filme enfatiza o conceito de Ifé (amor) e as práticas diárias que sustentam os fundamentos da religião, combatendo o racismo religioso e reforçando a importância da transmissão de saberes ancestrais.
Ilè Asé Efunsola Àjagúnà: um espaço de acolhimento e cultura
O terreiro Ilè Asé Efunsola Àjagúnà, localizado em Campo Grande, é conduzido pelo Babalorixá Geiser Barreto de Oxaguiã (Òṣà Ògìnyán) e integra a Roça São Miguel, de Belo Horizonte (MG), liderada pelo Babalorixá Paulo Gazire de Oxóssi. Oficializado em 2016, o Ilè Asé é um importante centro de acolhimento e luta contra a intolerância religiosa, promovendo a cultura e a educação como formas de resistência.
“A nossa casa é um espaço de pertencimento. Aqui, a ancestralidade é viva e se manifesta no dia a dia da comunidade.” – Geiser Barreto, Babalorixá do Ilè Asé Efunsola Àjagúnà.
A diretora por trás das lentes

Mariane Lopes é uma multiartista sul-mato-grossense que transita entre fotografia, performance, vídeo e pintura. Seu trabalho busca resgatar memórias ancestrais e trazer narrativas negro-indígenas para o centro do debate cultural. Ìlê Asè Efunsola Àjagúnà marca sua estreia na direção de curtas-metragens, realizado de forma coletiva com seus irmãos de santo em 2024.
“A arte é uma ferramenta poderosa para contar histórias que foram silenciadas. Esse documentário é um ato de amor e resistência.” – Mariane Lopes.
Onde assistir?
O documentário Ìlê Asè Efunsola Àjagúnà será exibido no Pantanal Film Fest, dentro da programação do Campão Cultural, no dia 4 de abril, às 18h. A sessão ocorrerá no Museu da Imagem e do Som, localizado no terceiro andar do prédio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, na Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro, Campo Grande (MS).







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