A população de Campo Grande precisa estar atenta. As decisões que afetam sua rotina estão sendo discutidas — e cobradas — dentro da Câmara Municipal.
O vereador Papy (PSDB), presidente da Câmara de Campo Grande, apresentou nesta semana um balanço do primeiro quadrimestre de sua gestão à frente do Legislativo. O período foi marcado por ações de fiscalização, articulações políticas e cobranças incisivas ao Executivo, especialmente quanto à lentidão na entrega de obras essenciais.
Entre os destaques, está a instalação da CPI do Transporte Coletivo, que surgiu após anos de tentativas frustradas. A comissão, segundo o presidente, é uma resposta direta às reclamações da população sobre atrasos, superlotação e precariedade nos veículos.
Outro ponto crítico envolveu os estragos causados pelas chuvas na capital. Em visita ao bairro Chácara dos Poderes, ao lado do secretário de Infraestrutura, Papy apontou falhas estruturais como causa da formação de uma cratera que interditou vias. A origem, segundo ele, está em uma obra no Jardim Noroeste, executada sem a devida estrutura de drenagem.
Ele também cobrou planejamento por parte da Prefeitura, questionando por que obras emergenciais, como tapa-buracos e contenções, não são feitas durante o período de estiagem.
“O papel da Câmara é fiscalizar de forma permanente. E aí entra um ponto muito importante, que é o da ‘Câmara Presente’, representando o compromisso dos vereadores e da Instituição em estar ao lado da comunidade”, disse o presidente.
Investimentos articulados
O presidente destacou ainda que, em parceria com a bancada federal, a Câmara viabilizou R$ 110 milhões para a construção dos viadutos da Coca-Cola e Via Park. O valor foi garantido já na primeira rodada de conversas com deputados e senadores de Mato Grosso do Sul.
Essa movimentação faz parte da nova estratégia do Legislativo, que busca ser mais ativo na captação de recursos para mobilidade urbana e infraestrutura.
A população precisa acompanhar
Com desafios acumulados e um cenário urbano em transformação, a vigilância do cidadão se torna ainda mais essencial. A Câmara promete estar presente — mas é a sociedade quem também deve cobrar, fiscalizar e exigir resultados.







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