Uma pesquisa conduzida por cientistas das universidades de Hong Kong e Harvard, publicada na revista Nature Climate Change, demonstrou que a exposição contínua a ondas de calor intenso pode acelerar o envelhecimento biológico do corpo — um efeito comparável ao de fumar ou consumir bebidas alcoólicas com frequência.
Analisando dados de quase 25 mil pessoas em Taiwan entre 2008 e 2022, os pesquisadores observaram que aqueles submetidos a mais ondas de calor exibiam marcadores fisiológicos típicos de um corpo envelhecido: taxas elevadas de inflamação, pior função pulmonar, pressão arterial alterada, entre outros sintomas. Para efeitos de comparação, dois anos sob essas condições climáticas equivalem a 8 a 12 dias extras de idade biológica
A geriatra Maísa Kairalla (Hospital Sírio-Libanês) alerta: os idosos sofrem mais com ondas de calor, já que têm reduzida capacidade de manter o equilíbrio interno e maior propensão a desidratação , tornando-se especialmente vulneráveis a esse fator de envelhecimento.
Especialistas recomendam cuidados simples, mas essenciais, para reduzir os impactos do calor: manter-se hidratado ao longo do dia, usar roupas leves, buscar sombra ou ambientes climatizados nos horários mais quentes, evitar exposição solar direta entre 10h e 16h e utilizar protetor solar diariamente. Essas medidas ajudam não apenas a preservar a saúde, mas também a minimizar os efeitos do calor no envelhecimento precoce.







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